Opinião
Horizonte aberto
Como que para marcar o Dia da Independência, ontem, o noticiário da prestigiada BBC dava destaque a uma pesquisa feita entre especialistas internacionais, cujo resultado não poderia ser mais positivo. A avaliação comum foi a de que o Brasil está saindo fortalecido da crise econômica que abalou o mundo. Os resultados da pesquisa começaram a ser publicados ontem numa série jornalística que tem o título de ?Depois da tempestade?, onde é apresentado um consubstanciado balanço sobre um ano da mais recente crise mundial. Pela opinião dos especialistas e instituições credenciadas, como o FMI, acreditam que o Brasil, ?ao lado de outros emergentes, se recupere da crise mais rapidamente e também amplie a margem de vantagem em relação ao crescimento dos países ricos?. Segundo os especialistas ouvidos, em termos de dívida pública, a realidade entre Brasil e Estados Unidos, por exemplo, aprestam vetores invertidos, pois ?enquanto no Brasil a perspectiva é de queda [da dívida pública], nos Estados Unidos, que desembolsaram bilhões de dólares para ajudar o setor financeiro a sair da crise, a tendência é de aumento. Os americanos viram sua dívida pública aumentar de 65% do PIB no fim de 2006 para 70% em 2008. A previsão da Casa Branca é que a dívida pública atinja 90% este ano e passe de 100% em 2011?. Na avaliação dos economistas entrevistados, a maré tornou-se favorável para países produtores de commodities, que passam a ser consideradas investimentos seguros no longo prazo (apesar de, no início da crise, as commodities terem caído em seus preços). Ou seja, em bom momento, começam a se desfazer as brumas do day after da crise globalizada. Para o Brasil, as perspectivas descortinam-se como alvissareiras. Resta torcer para que tenhamos competência para manter a economia brasileira no rumo certo.