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Cen�rio de guerra

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Relatório divulgado ontem aponta três cidades alagoanas como inclusas no ranking das 10 urbes mais violentas no mundo. Indubitavelmente, a assertiva é polêmica, até por ser um estudo local, mas, no mínimo, deve servir para chamar a atenção dos poderes constituídos para um fato que dispensa discussão: é terrível a realidade de insegurança em Alagoas. E não basta constatar que as cidades alagoanas estão vivendo uma espécie de espiral de violência, crime organizado e tráfico de drogas. Esse redemoinho está sugando vidas e recursos e impondo um novo perfil de banditismo na maioria dos municípios de nosso Estado, agindo com particular virulência nas maiores cidades, como Maceió, Arapiraca e Rio Largo. Além da constatação, óbvia desta realidade, urge a tomada de decisões, iniciativas essas apoiadas sobre planos consistentes, estratégicos, direcionadas para o combate às estruturas criminosas que hoje dão as cartas do jogo. Neste cenário, são fundamentais planos de atendimento psicossocial, projetos de recuperação das vítimas das drogas, programas de apoio às famílias dessas vítimas, ações educativas, e tudo mais neste sentido. Porém o mais importante de tudo isso é o combate sistemático, ininterrupto, duro, ao crime organizado. O poder do tráfico tem de ser quebrado, pois é essa força criminosa organizada a responsável por tal estado de coisas. É um erro dar atenção superior aos efeitos do tráfico que ao combate aos traficantes. Sem avançar na luta contra o crime organizado, de pouco resultado será o trabalho de solidariedade às vítimas, até porque o número de vitimados tende a crescer de forma proporcional a liberdade de ação dos traficantes. É indispensável para os poderes públicos o entendimento de que a sociedade vive uma guerra contra o tráfico e que o lado da lei tem sofrido derrotas em sucessivas batalhas. E que isso precisa mudar.

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