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Na última sexta-feira, esteve em Alagoas o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Sobre a polêmica entre Judiciário e Legislativo, que já descambou até para ameaças de pedido de intervenção federal, ele foi claro: intervenção é coisa extrema; há outros parâmetros para superar os atritos. Na mesma sexta-feira, a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Elisabeth Carvalho, reclamou dos índices de violência no Estado. Cobrou ação do Poder Executivo. Nesta edição, a Gazeta traz reportagem sobre um grupo de advogados que se autointitula ?Nova Advogacia?. Entre seus objetivos estaria a busca de uma Justiça ?mais perto dos pobres?. Seus representantes criticam a ?arrogância? do Judiciário e defendem que não se deve ficar presos apenas ao legalismo. Justiça, Executivo, Legislativo. São os poderes constituídos, independentes e harmônicos, que devem enfrentar os desafios na vida pública brasileira. Sem dúvida, não se chegará a bom termo, para resolver qualquer coisa, com o discurso e a prática do ataque e do desrespeito aos demais atores. Quando todos se atacam mutuamente, o resultado não pode ser o desfecho para um problema, mas certamente o agravamento deste. De fato, a arrogância surge, mas não apenas no Judiciário, eventualmente. Está nas corporações, quando se perde a noção do interesse coletivo e tudo o que importa são os interesses de um segmento particular. Também não será com o puro desprezo aos grandes parâmetros do Direito que a sociedade avançará. As mudanças não representam, por si só, melhoria em qualquer coisa. Aquilo que bem funciona, que atende ao propósito de sua existência, por que mudar? Seja na tradição ou nos novos ventos de qualquer quadra da vida pública, o respeito às instituições terá de prevalecer.

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