Opinião
Deuses do futebol: a minha sele��o
A recente vitória da seleção brasileira pentacampeã do mundo contra a equipe da Argentina, na cidade de Rosário, me animou a escrever a respeito da minha seleção preferida, com atletas talentosos de várias nacionalidades, que emocionaram com jogadas geniais plateias do mundo inteiro. Começo com Kaká que vem se destacando dia a dia. Agora, maduro, com desempenho de alto nível, ajudou a detonar, apesar da tradicional catimba e malandragem, a eterna rival, classificando o Brasil antecipadamente para a Copa do Mundo em 2010 na África do Sul. Quando perguntaram a John Cruif, o mágico do carrossel holandez que encantou o mundo, o que ele achava do Romário, respondeu: ?É o rei da pequena área?. Puskas do Real Madrid e dá seleção húngara, por ser militar, era chamado de ?o major galopante?. Celebrizou-se por liderar a goleada de 8 a 3 dá Hungria contra a poderosa Alemanha. Ronaldo, o fenômeno, o maior goleador de copas do mundo com 15 gols. Garrincha, no Chile, recebeu do dr. Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira, uma missão quase impossível: ?Vai jogar por você e pelo Pelé que se contundiu?. Ganhou a Copa! Ao chegar na recepção do hotel em Munique, no Sul da Alemanha, em companhia do jornalista Josué Jr. e do deputado Narciso Lúcio, literalmente larguei minha bagagem e corri para o estádio olímpico para vê atuar o formidável Kaiser da seleção alemã, Franz Becknbauer. Na minha agenda ainda constam como melhores futebolistas do mundo: Didi, o mestre da folha sêca, exímio cobrador de falta. Com efeito e perfeição, fazia a bola ludibriar o goleiro em sua veloz trajetória em direção ao gol! Zidane, o mestre do drible fácil, que humilhou o Brasil na França. Os argentinos: Mário Kempes, aclamado El Matador. Di Stefano, fez época no Real Madrid, ainda hoje prestigiado diretor do clube madrilenho. Na escala da realeza do futebol internacional, cheio de emoções, o príncipe, endiabrado e catimbeiro, dom Armando Diego Maradona, que brilhou na Copa do México. Por falar no príncipe Maradona ,vou falar no Rei. Pelé, o maior de todos os tempos, ao chegar a Moscou foi cumprimentar o lendário goleiro russo Lev Iachin, este rapidamente, se ajoelhou e beijou a mão do Rei do futebol, com respeito, reverência e admiração! (*) É ex-governador do Estado de Roraima ([email protected]).