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Opinião

Os inc�modos do modernismo

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A ciência da comunicação tem tido avanços extraordinários. O que é moderno hoje, amanhã já se torna obsoleto. Para estarmos atualizados, temos que ficar sempre consultando vias de difusão. Porém, o comportamento de alguns usuários da comunicação no atendimento a clientes é simplesmente irritante. Sobretudo quando se trata de órgãos públicos, de certos provedores de telefonia, de alguns operadores de cartões de crédito, etc. São enlouquecedores! Você deseja uma informação: liga o telefone, aí ouve infindável numeração para a escolha da finalidade de seu contato ? disque 2 para isso, 3 para aquilo; 4 para outro intento, etc. Você tecla o número desejado, e do outro lado da linha mandam repetir tudo novamente e, da segunda vez, não resolvem e desligam. Ou respondem que todas as linhas estão ocupadas, ou que não há permissão para fazer tal comunicação. Telegrama fonado? Quem consegue passar? Pedem para apertar no número 2 ? para linhas nacionais, no número 3 ? para as internacionais. Tudo obedecido, então lhe respondem que todas as operadoras estão ocupadas. Favor ligar mais tarde. E você faz isso várias vezes e nunca consegue. Informações? É impossível! Os mesmos pedidos de teclar algarismos acontece, e nunca você tem sucesso, pois ficam repetindo a mesma coisa e depois desligam, e quando ocorre de atenderem, aquele telefone pedido nunca consta no serviço. Juro que dá vontade de jogar o telefone pela janela, de tanta exasperação que nos causa tal desprezo! Chegamos a ter saudades dos tempos mais atrasados, sem a evolução da cibernética, em certas ocasiões! Pagamos taxas para tudo em nossas faturas de serviços públicos, afora os pesados Imposto de Renda, IPTU, etc.. Além da violência a que estamos expostos a todo instante, não temos direito, nem ao menos a um bom atendimento pelas vias de comunicação? O modernismo da digitação, da informática em vez de ter chegado para melhor nos atender, transformou-se numa forma de infernar nossas vidas? O que nos respondem os responsáveis por esses desserviços? Será que isso acontece em outros países ou é fruto da inércia e inabilidade de nossos funcionários da comunicação que, às vezes, são colocados nos empregos apenas por protecionismo, em lugar de sê-lo por competência? Infelizmente há muito disso em nossa pátria. Como dizia o General de Gaulle, ex-presidente da França: ?O Brasil não é um país sério!?. (*) É sócia da Abrajet (Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo).

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