Opinião
�gua contaminada
Noticiada ontem, pela Gazeta de Alagoas, a ocorrência de contaminação por água imprópria para o consumo humano é uma triste realidade que tende a se agravar ainda mais em nosso Estado. Emblematicamente, o problema registrado pela reportagem ocorre devido à contaminação da água colhida em cacimbas na região rural de Arapiraca. As razões são de fácil compreensão, pois reflete a inexorável tendência do crescimento urbano desregulamentado, mesmo em áreas até então tidas como ?rurais?. Água de cacimba sempre foi motivo de atenções e, antes mesmo da popularização de ?cartilhas de orientação? onde os serviços públicos de saúde, juntamente com as prefeituras, ensinavam como construir poços seguros, o bom senso dizia que o ponto no qual se busca água para beber deveria ser situado distante do ponto onde os dejetos eram depositados. As orientações dos órgãos da saúde pública eram em duplo sentido: ensinavam a construir poços seguros e fossas sépticas, repassando lições práticas aos interessados em proceder de forma mais correta. Nas últimas décadas, um processo deformado de urbanização apressada tem precipitado as coisas e até em bucólicas comunidades antes tidas como essencialmente rurais, a promiscuidade habitacional tem forçado o desaparecimento das noções de segurança mínima em termos do cuidado com a relação dejetos/água para consumo. E, daí, a inevitabilidade da contaminação do lençol freático em áreas com maior densidade populacional. Cacimbas, antes seguras em função de realidade distinta, agora, com a mudança da realidade de ocupação do solo, tornam-se fontes de doenças graças a presença de coliformes fecais. E para enfrentar tal realidade de urbanização anárquica (que segue em sua explosividade habitacional), só há uma solução: saneamento básico. E urgente!