Opinião
Boas not�cias, enfim
Pelas contas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a renda do alagoano cresceu, com louvor, no intervalo de um ano. Uma ótima notícia, se bem que pouco percebida in loco. Pelos cálculos do IBGE, a situação do analfabetismo em Alagoas estaria menos pior em um ano. Neste item, educação, os resultados merecem mais atenção que os demais, por se tratar de questão estratégica. Ou seja, se a renda média aumentar e o analfabetismo também, o futuro se apresenta como muito mais preocupante, pois o crescimento da renda pode estar ligado a fatores transitórios, voláteis (em função de oscilações normais da economia), enquanto que educação tem valor perene; analfabetismo é chaga aberta em quaisquer circunstâncias, será sempre um limitador intransponível para o desenvolvimento. Estar menos péssimo neste quesito, portanto, é positivo. Mas é inegável que ainda é vexatória a realidade de Alagoas em termos de educação básica ? e isso não autoriza comemorações por reduções de pouca expressão neste gravíssimo problema (cuja tendência imediata é se agravar um pouco mais em função das inexoráveis consequências da atual greve do magistério). Tal redução do índice de analfabetismo deve ser entendida como um alento, um estímulo, para que os alagoanos se empenhem muito mais no combate a essa tragédia endêmica. Nos itens relativos ao aumento da renda do alagoano, é-se interessante notar os significativos registros de que o aumento da média alagoana conseguiu ser maior que o crescimento da média nordestina; que as mulheres (finalmente) conseguiram aumentar mais seus ganhos que os homens e que computadores tiveram o maior salto de vendas em Alagoas (mais uma chance para a educação popular). Enfim, notícias positivas. Precisamos de mais, muito mais. Mas já é algo a ser usado como saudável estimulante: podemos vencer!