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Opinião

Nascidos para a santidade!

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É claro que se torna desafiador para nós a missão de ser sinais, sobretudo quando nos deparamos com as nossas próprias limitações e quedas e às vezes sentimos a ineficácia de nossas palavras e de nossas ações. Por isso, necessitamos despertar para a consciência de que não estamos sozinhos neste barco. Em primeiro lugar há a graça do ministério que abraçamos que nos habilita cada dia para a santidade. O Senhor vem a cada dia ao nosso encontro a dizer-nos: ?Tende confiança, sou eu, não tenhais medo!? (Mt. 14,26). Também é necessário experimentar comunitariamente esta realidade, formar comunidade de corações com o povo e com nossos irmãos no sacerdócio. Os fiéis a quem servimos têm sobre nós uma responsabilidade, assim como nós temos sobre eles. Desenvolver diálogos sinceros e profundos no nível da fé e também no nível de nossa humanidade, diálogos que revelam a grandeza do ministério que abraçamos e que, na maturidade, se transformam em estímulos para crescermos na nossa fidelidade. Também faz-se necessário romper a teia da preocupação com o sucesso. A lógica da Cruz é o antídoto para a sede de sucesso e é capaz de nos revelar que, justamente naquilo que aparentemente é derrota para a lógica do mundo, a força de Deus se manifesta. Os servidores do Evangelho raramente experimentam o sucesso, quando este é julgado pelos padrões do mundo. Olhando do ponto de vista humano, Jesus foi um grande derrotado, no entanto na sua derrota se manifestou o poder redentor de Deus. A pessoa de Jesus e a Palavra do Evangelho questionam profundamente a idolatria do sucesso que hoje é tão marcante na vida e no ministério dos sacerdotes e nos ajuda a questionar alguns padrões estereotipados de comportamento exigidos dos ministros sagrados em nossos dias. Reencontrar a fonte de nossa missão, com a consciência clara do lugar simbólico-sacramental que ocupamos no mundo, devolve em nós a convicção de que, como sacerdotes, somos colocados no limiar, como sinais do que está para além da mesmice do presente e podemos comunicar com a vida e nosso testemunho o sabor das realidades que dão sentido ao ser humano. Para isso, é necessário reinventar, a cada dia, de forma criativa nossa vida como ministros sagrados. (*) É arcebispo metropolitano de Maceió.

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