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Lula deu a volta por cima

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Todos os indicadores socioeconômicos divulgados nos últimos dias evidenciam que o Brasil está de volta à sua vocação de crescimento depois da crise mundial. Um dos mais importantes foi o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Ele revelou que o mês de agosto de 2009 foi o melhor período de geração de postos de trabalho desde 1992. Mês passado foram criados 242 mil empregos com carteira assinada. Isso significa que entre janeiro e agosto 680 mil trabalhadores conseguiram se recolocar no mercado de trabalho. Esses dados permitem pensar que serão perto de um milhão de novos empregos até o fim de 2009. Entre as 50 cidades que mais abriram novas vagas, Maceió ocupou o 39º lugar. Com saldo positivo na comparação entre admissões e demissões, superou capitais como Campo Grande e outros grandes polos industriais como Contagem, na grande Belo Horizonte, e cidades importantes como São José do Rio Preto (SP) e Lauro de Freitas (BA). Outra boa notícia veio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) relativa a 2008. O desemprego no Brasil no ano passado registrou o menor nível desde 2001, segundo dados da pesquisa. Em 2008, eram 7,1 milhões de desocupados, o que representava 7,2% da população economicamente ativa. Em 2007, a taxa de desemprego foi de 8,2%, o equivalente a oito milhões de desocupados. A pesquisa foi fechada em setembro do ano passado e não chegou a captar os efeitos da crise que o Brasil já vai ultrapassando. Outro fato relevante veio da Fundação Getulio Vargas. Pesquisa da FGV comprovou o aumento de quase 20% do mercado consumidor entre 2003 e 2008. No período, cerca de 32 milhões de brasileiros ingressaram nesse mercado. Segundo o levantamento, a classe média aumentou 31,05% e a alta ficou em 37,02%. O estudo da FGV aponta que a pobreza caiu 43,04%, o que corresponde a menos 19,4 milhões de brasileiros nessa condição. Ainda segundo a pesquisa, o crescimento econômico, os programas de transferência de renda e o aumento real do salário mínimo são as principais explicações para a ascensão social nos últimos cinco anos. Ou seja, pela primeira vez no Brasil, o bolo econômico está, de fato, sendo dividido com os mais pobres. Nos dois casos, fico honrado de ter contribuído com o presidente Lula. Meu partido, o PMDB, me confiou a tarefa de ser o relator do programa Bolsa Família no Senado. Também na presidência do Congresso pude criar a comissão que sugeriu novo método para reajustar o salário mínimo. (*) É líder do PMDB no Senado.

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