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ANALFABETISMO

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Hoje é comemorado do Dia Nacional da Alfabetização. Infelizmente, temos muito a fazer para acabar com este estigma que está presente em escala relevante no País desde o período colonial, quando as poucas escolas existentes eram privativas dos abastados. Recentemente, tivemos conhecimento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Pnad 2012, divulgada pelo IBGE, que apresentou uma amarga conclusão, o analfabetismo no Brasil, que vinha em queda desde 1998, voltou a crescer em 2012. Segundo os dados, foram identificadas 13,2 milhões de pessoas que não sabiam ler nem escrever, o equivalente a 8,7% da população total, com 15 anos ou mais de idade. Em 2011, eram 12,9 milhões de analfabetos, o equivalente a 8,6% do total. O crescimento foi puxado pelos números das regiões Nordeste e Centro-Oeste. Na Bahia e em Pernambuco, a taxa de analfabetismo passou de 16,9% em 2011 para 17,4% no ano passado; o Nordeste concentra 54% do total de analfabetos do País. No Centro-Oeste, a taxa alcançou o índice de 6,7%, acima dos 6,3% do ano de 2011. A menor taxa de analfabetismo foi constatada na região Sul, na qual 4,4% da população com 15 anos ou mais não sabem ler e escrever. No Sudeste, a taxa chega a 4,8% e no Norte é de 10%. O levantamento, divulgado em 27 de setembro, consultou 147 mil domicílios do Brasil. Em termos mundiais, o Brasil, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), encontra-se no 95º lugar na taxa de alfabetização, entre os 177 países em que atua produzindo estudos sobre desenvolvimento humano sustentável e as condições de vida das populações, e executando projetos para melhorar essas condições. Na América do Sul, estamos atrás de países como Venezuela (67º), Paraguai (71º), Equador (90º) e Bolívia (92º), o que é inaceitável ao comparar o PIB deles com o nosso para se verificar o absurdo desta nossa posição. Estamos cansados de saber que a educação é a base fundamental de tudo na vida das pessoas, mas não é tratada como merece. As pessoas obtêm a realização plena apenas através da educação; promovê-la é fundamental para o desenvolvimento das nações. A educação é uma ferramenta extremamente útil para combater a pobreza e a desigualdade, elevar os níveis de saúde e bem-estar social, criar as bases para a sustentabilidade. Precisamos que haja compromisso e vontade política de nossos governantes para vencer essa guerra, façamos um pacto social: diga não ao analfabetismo.

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