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Bem na fita

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Rankings existem, hoje, para todos os gostos e desgostos. Tudo pode servir como base para o escalonamento de alguma nota, segundo algum critério. Evidentemente, a grande maioria dessas listas nada significa ? mas algumas dessas tabelas classificatórias têm auxiliado como catalisadoras de debates dignos de nota. Um desses rankings coloca o Brasil na 20ª posição dentre os países mais admirados em todo o mundo. O que quer dizer isto? A rigor, nada que se possa traduzir numa comemoração mais expressiva, mas deveria ter alguma utilidade para estimular o estudo de como está nosso País frente à opinião pública mundial (se é que se pode avaliar uma massa opinativa de tamanha envergadura e diversidade) e o que pode ser feito para melhorar ainda mais nossa imagem perante o mundo. Os dados que apontam esta posição brasileira fazem parte do trabalho desenvolvido pelo Índice de Marcas de Nações Anholt-GFK Roper, cuja edição 2009 foi divulgada ontem. Segundo os pesquisadores, teriam sido ouvidas 20 mil pessoas em 20 países. Os realizadores do estudo destacaram que o mais positivo é que o Brasil estaria crescendo consistentemente, nos últimos anos, aos olhos do mundo. Os países mais admirados seriam os Estados Unidos, França, Alemanha, Grã-Bretanha e Japão. O resultado mais expressivo foi o alcançado pelos americanos, cujo país pulou seis posições acima desde que Barack Obama passou a ocupar a Casa Branca. Números e teorias à parte, o fato é que tudo indica um crescimento do prestígio internacional do Brasil, o que pode ser comprovado pela vitória na disputa para sediar as Olimpíadas 2016 e pela realidade econômica. Além dos debates, mais este resultado positivo, independente das percentagens, deveria nos estimular a crescer ainda mais nos pontos considerados como essenciais pelo mundo civilizado.

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