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Segundo os números apresentados pela Síntese dos Indicadores Sociais, a mortalidade infantil teria caído em 30% na década compreendida entre 1998 e 2008. Por outro lado, freado pela queda da taxa de fecundidade, ?a população com menos de 1 ano de idade diminuiu 27,8%?. Esse relatório foi divulgado pelo IBGE na última sexta-feira. Dizem os estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística que, em 2008, o Brasil apresentava ?uma população de 21 milhões de idosos?. Segundo as análises da Síntese dos Indicadores Sociais, ?em números absolutos, o total de brasileiros com mais de 60 anos superava o da França, o da Inglaterra e o da Alemanha?. E, destacava a avaliação do IBGE que, ?diferentemente do que ocorria nesses países [do primeiro mundo], 32,2% dos idosos brasileiros não sabiam ler e 51,4% eram analfabetos funcionais?. Considerando a questão da mortalidade infantil, vale salientar que por mais positiva que seja qualquer redução no número de mortes de bebês, é-se indispensável não se esquecer que, segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), nosso País segue ocupando uma triste posição dentre os países com mais elevados índices de mortalidade infantil: 107º lugar entre 194 pesquisados. Esses números vergonhosos aparecem no relatório ?Situação Mundial da Infância 2009? e toma como base dados consolidados em 2007, onde o Brasil penava uma taxa de 22 mortos para cada mil bebês nascidos vivos. Espera-se que os números coletados pelo IBGE, referentes a uma década (finda em 2008), sejam verdadeiramente mais alvissareiros e a redução de 30% seja confirmada pelo Unicef. Mas, com ou sem confirmação, o mais importante é considerar-se que estamos longe de ganhar a guerra contra a mortalidade infantil. E quanto à dura realidade de vida dos idosos é indispensável reconhecer que em nada avançamos, infelizmente.

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