loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

G�s eleitoral

Ouvir
Compartilhar

Como se nunca houvesse sentido o cheiro dos aumentos no preço do gás de cozinha durante 8 anos, o governo federal resolveu dar um passo ? tímido ? para responder ao público sobre esse problema que incendeia o bolso da maioria dos brasileiros. Por indicação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o governo federal emitiria uma resolução dando poderes à Agência Nacional do Petróleo (ANP) para tabelar o preço do produto. A iniciativa ganhas ares de eleitoreira, pois o preço do botijão de gás não parou de subir durante todo governo FHC e nenhuma providência foi adotada, pois isso quebraria um dos ícones do atual governo, a não-intervenção do governo (e/ou Estado) no ?jogo livre dos preços, que devem ser submetidos apenas às leis do mercado?. Foram oito anos de assistência insensível a um processo inflacionário real, onde os resultados podem ter uma avaliação mais precisa no impacto de preços como o do gás de cozinha sobre o orçamento familiar. Às vésperas da eleição, o governo federal descobre que o gás aumenta seu preço sem maiores explicações. O preço do botijão de gás subiu 32,41% apenas no primeiro semestre de 2002. Um botijão, hoje, equivale a 12,56% do salário mínimo. Em 1994, quando FHC foi eleito presidente pela vez primeira, esse mesmo botijão representava 5,69% do salário mínimo. Fez as contas? O governo FHC sempre fez a própria contabilidade e verificou que o impacto de sua desatenção a este fator inflacionário, mesmo que não apareça como deveria em seus maquiados índices de inflação, é sentido no orçamento doméstico de todos os brasileiros e daí é transferido, mesmo que inconscientemente, como item negativo no julgamento da candidatura continuista. Novos aumentos do gás de cozinha virão, isso é certo, o governo e o povo sabem. Daí o arroubo governista de ameaçar intervir depois de oito anos de um processo que castiga todos os brasileiros. Mas e depois das eleições? Os brasileiros continuarão a serem cozidos nessa panela de pressão inflacionária em que se converteu o real?

Relacionadas