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Aos que partiram, nossas saudades imorredouras

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Todo ser humano é condenado à morte. Princípio da criação imposta pelo Criador. Por mais sábio que seja, por mais rico e poderoso, um dia cedo ou tarde o corpo descerá à tumba para logo após unir-se aos germes para daí ser transformado em pó. Nascemos, crescemos e morremos, mesmo que o homem ostente o orgulho de ter o mundo aos seus pés, um dia partirá para um local que poderemos cognominá-lo incógnita do infinito. Lá todos somos iguais, onde não haverá cobrança dos direitos humanos. A equidade é o parâmetro entre os que não mais existem. Não há sexo, cor, dor, muito menos influências de terceiros. Existirá sim, uma paz perene e agradabilíssima, livre dos olhos humanos. No dia-a-dia as batalhas são constantes, uns derrubando outros na busca do poder, que é o deus dos gananciosos, incrédulos e invejosos. Os objetos atrativos reluzem como ouro, mas logo em seguida perdem o brilho, enquanto que as guerras fazem parte cultural da humanidade, mesmo assim são sufocadas por fatos novos, caindo por terra a motivação e a própria bandeira de luta que se pretende defender. Diariamente, morrem milhões de pessoas, porém a população mundial cresce de uma maneira desenfreada. O choro, a angústia, a fome e a dor fazem o povo refletir sobre para que missão veio para a Terra. A reflexão traz muita das vezes revolta e desilusão, contudo, faz renovar na criatura humana a vontade de querer continuar lutando por dias melhores. Porém, se vivermos o pensamento socrático, certamente encontrar-nos-emos o nosso próprio ego. Aos que foram, livres estão de todo esse pesadelo e sofrimento que nós vivemos, pois, os grilhões da morte foram soterrados, existindo agora só espiritualidade. Evidentemente, que nós, os vivos, não nos esquecemos dos nossos entes queridos que se encontram no espaço desconhecido até hoje nunca visitado. A data reverenciada aos mortos, 2 de novembro, simboliza a cada ano a lembrança que hoje ou amanhã retornaremos ao pó, deixando todo reinado e patrimônio para outrem. Nada mais sublime e real que a eternidade. Para os que não mais estão neste vale de lágrimas, requiescat in pace junto ao Deus Altíssimo. Diante destas verdades que jamais serão apagadas, resta-nos nesta hora levantarmos a seguinte indagação: que adianta investirmos desesperadamente em riquezas e status, se em data não incerta e não sabida seremos despojados de toda fortuna acumulada e nossos corpos com certeza serão ofertados aos germes como alimento. É oportuno que façamos uma análise diante de tudo que acontece ao nosso redor, para daí fazermos o seguinte questionamento: Para que servem tantas guerras, uns matando outros, pais assassinando filhos e vice-versa, se nenhuma criatura humana perpetuar-se-á no planeta terráqueo. Guerra nunca. Paz e amor para sempre. (*) É advogado, bacharel em História e professor ([email protected]).

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