Reflexão
O amargo mundo novo
Guerras, terremotos, disputas políticas acirradas, instabilidade econômica, desigualdade social, frustração na Copa e outros fatores e acontecimentos desafiam o mundo e a resiliência nacional, em especial a do Nordeste, que se despede das chuvas para aguardar o anunciado El Niño, que está a caminho, comprometendo a expectativa de resultados da próxima safra canavieira na região.
Outrossim, o Brasil perdeu a Copa, mas não perdeu a esperança, visto que, nesse departamento, graças a Deus, somos campeões. Esperar tem sido a vocação do país do futuro.
Além da queda, o coice: enquanto o Brasil volta dos EUA amargando a derrota na Copa, o grande parlamentar candidato vai aos EUA pedir que as famigeradas e injustas tarifas só entrem em vigor após sua pretensa vitória nas urnas, no próximo certame, em outubro, e a consequente perda da soberania nacional, a exemplo da Venezuela.
Quem sabe se o grande candidato não consegue, na viagem, que seu grande amigo cancele, junto à FIFA, a vitória da Noruega sobre o Brasil. Mas, se não der certo, ainda nos resta pedir ajuda à inteligência artificial, enquanto ela não se politiza em IA de direita, de centro ou de esquerda. Vale a precaução de que o disco de memória do novo dispositivo seja mais lógico, mais humano e mais justo do que o seu próprio operador.
Vale lembrar ao dono do mundo e a seus fiéis seguidores que, antes da sinalizada invasão ao Brasil, começando pelo Rio de Janeiro, o nosso anjo da guarda protetor é, simplesmente, o chefe maior do processo: o Cristo Redentor, que está ali, no alto do Corcovado, de braços abertos, ora como pacífico anfitrião, ora como protetor, pronto para uma santa reação de “alto lá!” aos invasores. Sendo assim, é melhor nem tentar.
Que lições devemos tirar destes novos tempos e de seus perversos personagens, adoradores da guerra, do ódio, inimigos da paz, da exacerbação do egocentrismo, do eu sobrepujando o nós, da clava no lugar da palavra e do desprezo pelo conselho? Que exemplo terrível para as novas gerações, se é que teremos novas gerações, com a ameaça do Armagedom a caminho.
Por tudo isso, talvez seja desnecessário procurar possíveis arsenais escondidos aqui ou lá fora, de toscos badoques a modernos artefatos atômicos de última geração, pois estes são invisíveis aos olhos humanos. Escondem-se nas profundezas da alma. Quem diria que fôssemos, no século XXI, vítimas, em escala global, dessas bestas-feras em todos os quadrantes do planeta, como castigo pelos crimes cometidos ao longo de milênios por esses tenebrosos seres, equivocadamente chamados de “gente”?