História
Construtores de AL – CXL
Oséas Cardoso Paes nasceu na antiga Viçosa (AL). Participou da Revolução de 1930. Ingressou no jornalismo em 1940. Foi repórter do extinto Jornal de Alagoas. Depois, transferiu-se para a Gazeta de Alagoas, onde permaneceu até 1942. Foi prefeito de Pilar e de Piranhas, em Alagoas. Organizou a campanha presidencial do marechal Eurico Gaspar Dutra e a campanha do governador Silvestre Péricles. Candidatou-se à Assembleia Constituinte, obtendo a oitava colocação.
Foi eleito deputado quando se encontrava exilado no Rio de Janeiro. Participou da candidatura do Dr. Arnon de Mello, durante o governo do jurista Antônio Guedes de Miranda, natural de Porto Calvo. Teve seu mandato de deputado estadual renovado por quatro legislaturas consecutivas. Participou do impeachment do governador Muniz Falcão, em 1957, episódio que repercutiu nacionalmente. No pleito de 15 de novembro de 1966, foi reeleito como o deputado mais votado de Alagoas.
Integrou a comissão que representou a Câmara Federal na inauguração da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Alagoas. Em 1950, participou do Comitê da Campanha Nacional Pró-Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Em 1955, fez parte da comitiva sucessória de Juscelino Kubitschek (1956-1961). Filiou-se ao Movimento Popular de Jânio Quadros, no Estado da Bahia. Aprovou diversos projetos que beneficiaram a população brasileira. Conheci-o durante suas atividades parlamentares.
Atendia às pessoas que lhe enviavam cartas pedindo ajuda. Jamais deixou de acolher os reclamos de seus eleitores. Era um homem probo, intelectual dedicado aos mais carentes de sua terra natal. Deixou, portanto, um pensamento de sua autoria que merece ser reproduzido: “Repetidas vezes afirmamos, durante as nossas campanhas políticas, que, se eleitos, saberíamos valorizar o nosso mandato pelos grandes serviços que prestaríamos à nossa terra.” E, assim, o Dr. Oséas honrou suas promessas de campanha. Serviu a Alagoas, bem como ao Brasil, com altivez e dignidade. Teve seu mandato cassado em 29 de abril de 1969, em pleno regime militar.