Opinião
Caminho apontado
Com fim anunciado para o começo do próximo ano, a experiência econômica de redução da carga tributária merece uma maior atenção por parte do governo, dos poderes públicos e do empresariado. Verdade é que esta é uma matéria da alçada da área econômica. Mas trata-se de algo que diz respeito às perspectivas de desenvolvimento do Brasil, pois o demasiado peso da carga tributária não pode ser considerado um detalhe técnico, pois por sua extensão e impacto sobre toda economia, é objeto do interesse de todos os cidadãos. Depois de meses de sucesso comprovado, os efeitos positivos da redução, em setores específicos, da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados, precisa ser tema de um debate ainda mais amplo e, acima de tudo, essa experiência precisa passar dos discursos e teses para o campo das políticas permanentes. A economia brasileira, cujo potencial e vigor foram demonstrados pela superação da recente crise global, segue asfixiada por uma complexa teia de tentáculos representados por 85 tributos diferentes, todos a incidir sobre os mesmos fatos geradores. Esta realidade exige mudanças há muito tempo e este é o momento de se buscar alternativas contemporâneas para a modernização tributária. A eliminação provisória do IPI possibilitou um grande alento à economia, com seus efeitos benéficos extrapolando os limites dos segmentos industriais diretamente beneficiados por essa redução. E o que fazer com esta lição? O Ministério da Fazenda, ao anunciar a prorrogação do tempo de liberdade para a chamada ?linha branca?, associou a aplicação de um novo critério, o ambiental, ou seja, os produtos eletrodomésticos que consumirem menos eletricidade serão mais aquinhoados pelo alívio no IPI. Aí está uma ótima ideia, capaz de alavancar novos negócios, gerar mais empregos e proteger o meio ambiente. O caminho é este, a hora é agora.