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História

Construtores de AL – CXLI

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O mestre José Cavalcante Cajueiro, nascido na bucólica Atalaia, no dia 11 de fevereiro de 1918, referência no magistério superior (UFAL/Cesmac), publicou o livro O Emprego da Vírgula, um best-seller. Aliás, escrevi um artigo sobre a obra no extinto Jornal de Alagoas (2 de novembro de 1980). Merecidamente, recebeu encômios pela projeção nacional que alcançou com sua valiosa obra. Seu genro, Dr. Gilmar Camerino, meu professor de Economia Internacional, enviou valiosos dados para que eu pudesse inseri-los na série Construtores de Alagoas, que escrevo na Gazeta de Alagoas.

O mestre escreveu: Sobre a Didática da Leitura; Tese de Concurso para a Cadeira de Didática Geral do Instituto de Educação; Contribuição de Alagoas para a Formação da Renda Nacional. Proferiu a aula inaugural da Escola de Economia e Administração da Universidade Federal de Alagoas, dirigida por seu amigo, o professor José Cavalcanti Manso. Fui seu aluno na disciplina Legislação Social. Diria que abandonou a advocacia para se dedicar às letras e ao jornalismo profissional.

Aliás, quando comecei, revisava meus textos. Certo dia, disse-me: “Laurentino, você escreve muito bem. A partir de amanhã, não precisa mais vir à minha casa”. Saí eufórico com a notícia alvissareira. Segui minha vocação de economista e cronista. Até hoje escrevo na Tribuna Independente, Primeira Edição e Tribuna do Sertão. Escrever me proporciona praticar o idioma herdado de Camões e Bilac. Além disso, comecei no extinto Jornal de Hoje, onde o mestre Cajueiro tinha coluna exclusiva, sempre me incentivando e inspirando. Em vida, destacou-se com sucesso em suas andanças literárias.

Por fim, editou Três Rumos da Cultura Alagoana, obra premiada pelo Departamento Estadual de Cultura. Diria que foi um homem público probo, incapaz de praticar qualquer indelicadeza.

Soube ser um intelectual sem esnobação, um amigo que me ensinou a escrever o português corretamente. Lecionou no Moreira e Silva e foi diretor da Divisão Técnica do Departamento de Educação do Estado de Alagoas. Foi o Cervantes que engrandeceu o ensino de Alagoas durante sua profícua existência. Deixou marcas indeléveis em prol do saber.

Descanse em paz, mestre Cajueiro!

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