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Editorial

Alianças estratégicas

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A aproximação entre Brasil e Coreia do Sul representa mais do que um avanço diplomático. Em um cenário de crescente instabilidade no comércio internacional, ampliar mercados deixou de ser uma opção para se tornar uma necessidade estratégica. Anunciada ontem durante encontro do Presidente Lula com líder sul-coreano, Lee Jae Myung, em Brasília, a decisão dos dois países de acelerar as negociações para um acordo entre a Coreia do Sul e o Mercosul reforça essa direção e sinaliza a busca por maior inserção do bloco nas cadeias globais de comércio.

O momento é particularmente relevante para o Brasil, que enfrenta barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos e procura reduzir a dependência de poucos mercados compradores. A agenda de negociações com a Coreia do Sul se soma aos acordos recentemente concluídos pelo Mercosul com a União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio, além das conversas iniciadas com a China para um possível tratado comercial.

Mais do que ampliar as exportações de produtos tradicionais, a parceria com a Coreia do Sul abre espaço para cooperação em áreas de alto valor agregado, como minerais estratégicos, tecnologia, mobilidade elétrica e inovação industrial. A consolidação de novas alianças é uma estratégia essencial para garantir competitividade, segurança econômica e crescimento sustentável.

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