Opinião
Inseguran�a cotidiana
Dando seguimento ao tema focado ontem, o roubo das armas depositadas na delegacia geral de Polícia Civil continua a preocupar os alagoanos e respostas à altura precisam ser dadas pelas autoridades. Pela lógica, a suspeição principal segue sendo uma ação de ?sabotagem?, conforme definição do comando da Defesa Social. Inegavelmente, a primeira impressão é de que a ação teria sido cometida por pessoas ?da intimidade? da casa. Não tanto pela rapidez pela qual a informação chegou à imprensa. Isso não tem nada demais, pois não se tratava de dado sigiloso; era inevitável a notícia ser repassada aos veículos de informação e isso não é indício de ?armação?, mesmo na hipótese da dica ter sido vazada por pessoas que possam não ter simpatia pela atual cúpula. Isso não é suficiente para lançar suspeita sobre ninguém. As suspeitas evidentes, e verdadeiras, concentram-se sobre dois pontos: como os invasores penetraram tão facilmente no imóvel? Como os ladrões acertaram na mosca, identificando, sem perda de tempo, o lugar onde o armamento estava depositado? Outro dado instigante é o fato de os larápios só terem roubado revólveres calibre 38 e desprezado valiosas pistolas 40 ? como se explica tal opção? Permeia sobre todas estas questões, soberana, a confirmação de que as rupturas internas na Defesa Social são bem maiores que poderia supor nossa vã filosofia. E isto é o mais preocupante. É assustador saber-se que a briga interna nos órgãos responsáveis pela segurança pública em Alagoas pode gerar ações desta natureza. E, como a suspeita foi divulgada pela própria cúpula da Secretaria de Defesa Social, passa a ser mais que uma hipótese temerária: é um indício de grave esgarçamento da coesão mínima necessária para um segmento de tamanha importância para a sociedade. A palavra está com as autoridades.