Opinião
Nosso petr�leo
Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a euforia provocada nos brasileiros pela descoberta das jazidas petrolíferas no Pré-sal tem todo o sentido de ser. Pelas contas da AIE, o Brasil está no ponto para tornar-se, em cerca de duas décadas, o sexto maior produtor mundial de petróleo, superado apenas pelos gigantes Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Irã e Canadá. Divulgado ontem, o relatório World Energy Outlook 2009, estima que por volta de 2030, o Brasil estará produzindo algo como 3,4 bilhões de barris diários. No ranking de aumento anual percentual, o Brasil está na terceira melhor posição mundial, crescendo a 2,9% ao ano. Essa velocidade é superada apenas pelo Canadá (5,4%) e pelo Iraque (leia-se USA), com 4,8%. Segundo a imprensa especializada, ?o mais recente levantamento The World Factbook, compilado pela CIA (a agência de Inteligência americana), indica que o Brasil ocupa atualmente a 13ª posição no ranking mundial de produtores?. Ou seja, o que se anuncia é um grande salto de sete posições num dos mais cobiçados pódios do mundo. Ainda segundo a AIE, ?apesar do crescimento da produção de energias alternativas mais limpas, (...) o petróleo continuará como a principal fonte de energia mundial até 2030?. Não devemos esquecer, neste campo, a especialíssima condição do Brasil poder avançar, no campo energético, em múltiplas direções, pois além dos combustíveis fósseis, nosso País segue sendo o lugar certo para a produção em larga escala (e alta tecnologia) dos combustíveis renováveis. Em resumo, como nunca dantes na história do nosso País, todas as condições parecem se alinhar favoravelmente para um sustentável e inédito surto de desenvolvimento brasileiro. Isso, lógico, se a política nacional não conseguir pôr tudo a perder.