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Entre os debates decorrentes do mais recente apagão, merece a devida atenção as pautas relativas à diversificação das fontes energéticas e do estabelecimento de (verdadeiros) planos estratégicos para o setor. Para essas pautas verdadeiras terem sucesso faz-se necessário desinfetar o debate dos componentes politiqueiros, que, turbinados pelo clima eleitoral, tendem a contaminar todo o tema. No atual cenário, devem ser despachadas à lata do lixo as versões carimbadas pela oposição radicaloide e pela situação debiloide. Esta, minimizando o problema e tentando apagar o apagão recente da memória nacional; aquela, maximizando a questão e tentando transformar o apagão na luz no fim do próprio túnel. No Congresso Nacional esta polêmica, se for emancipada das estultices dos fundamentalistas da situação e da oposição, poderá ter como fato catalisador o andamento do relatório da final da Comissão Mista Permanente de Mudanças Climáticas, cujo texto busca alterar o marco regulatório energético ?para fomentar o uso de formas alternativas de geração de energia?. A proposta de debruça sobre a redução da ?participação dos combustíveis fósseis na matriz energética e propõe incentivos fiscais para investimentos em energia solar e eólica, além de medidas de melhoria de eficiência no uso de energia elétrica?. É um bom caminho. Descontadas as posições folclóricas que advogam um menosprezo radical, ou, na prática, a exclusão das indispensáveis formas de geração de energia tidas como ?inimigas da natureza? (como as hidrelétricas, centrais nucleares e outras opções viáveis e necessárias), as fontes alternativas de geração de energia precisam ser devidamente exploradas no Brasil. Antes que novos apagões obscureçam nossas esperanças num futuro iluminado, nossa política energética precisa ser revista.

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