loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Seguran�a: or�amento sem mudan�a n�o cura dor

Ouvir
Compartilhar

O Legislativo tem falado em aprovar mais recursos para a segurança pública e o governo de Alagoas ? que diz ser a criminalidade sua maior dor de cabeça ? faz propaganda de novas viaturas e armamentos. Convido-os, modestamente, à seguinte reflexão: mesmo depois de aumentos lineares de verbas para a área de segurança, os Estados brasileiros não conseguem diminuir a crueza do problema. Algo estará errado? Viaturas novas, armamento, sacrifício da carga horária dos policiais. Nada parece capaz de vencer os ?titãs? da criminalidade. Estaremos lutando o bom combate? Até onde se sabe, um exército que não vence batalhas, além de soldados, tanques e canhões, passa a rever suas estratégias. As polícias estaduais, congeladas num modelo antigo, não conseguem mudar o modus operandi. Há vinte anos se acreditava que a separação das polícias, a dura centralização de comando, a distribuição de viaturas ?lincadas? pelo rádio, a mera presença policial, a militarização e conceitos autóctones seriam formas corretas de policiar. Hoje, o Estado continua acreditando nesse mesmo conceito. Não obstante à falta de políticas públicas corretas e das reformas sociais sempre adiadas, essa prática de polícia de museu impede o pleno funcionamento das corporações. Investir num modelo equivocado é gastar sem racionalidade. Pensar e agir estrategicamente é preciso. Ademais, segurança deve ser a prioridade da agenda política do governo, que deve (e pode) modernizar suas polícias; a força única nos Estados concentraria recursos e esforços. Combater a impunidade, repensar o sistema prisional e jurídico-punitivo e pagar bem aos policiais são metas importantes, e perenes. Somente com mudanças, melhora-se a capacidade de resposta da polícia. Se o governo teima em manter esse jurássico modelo de segurança, suas enxaquecas com a criminalidade estão longe de acabar. Aumentar recursos é importante, porém, não suficiente. (*) É sargento da Polícia Militar de Alagoas.

Relacionadas