Opinião
Mantendo o rumo
Na segunda semana de novembro, a revista britânica The Economist causou justificado impacto. Com a manchete Brazil takes off (O Brasil decola) marcando uma imagem do Cristo Redentor elevando-se como um foguete espacial, a publicação dedicou 14 páginas à economia brasileira. O processo de ascensão econômica do Brasil é identificado pela conceituada revista britânica a partir dos indiscutíveis resultados positivos alcançados no enfrentamento da recente crise global e tem, como não poderia deixar de ser, como referência simbólica para a ?decolagem? a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas em 2016. Indo mais além, ao recordar a inserção do Brasil como um dos emergentes globais, quando da criação da lista Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), em 2003, The Economist avalia que, hoje e para o futuro, nosso País se destaca em relação aos demais companheiros ascendentes, pois ?ao contrário da China, é uma democracia, ao contrário da Índia, não possui insurgentes, conflitos étnicos, religiosos ou vizinhos hostis. Ao contrário da Rússia, exporta mais que petróleo e armas e trata investidores estrangeiros com respeito.? Tal avaliação, chancelada pelo enorme prestígio internacional da revista, deve ser encarada, pelos brasileiros, como uma conquista e como um incentivo. Devem ser descartadas as deformações interpretativas dos sectários de plantão nas hostes da da situação e da oposição. O Brasil deve repudiar os fundamentalismos de opositores e situacionistas radicais e ter plena consciência que este avanço é produto unicamente da firmeza em se manter o rumo da modernização, iniciado em 1989 e prosseguido nos anos seguintes (apesar de recaídas localizadas em meados de 1993). Este processo de inserção brasileira à contemporaneidade é indispensável ser mantido longe das mediocridades partidárias.