Opinião
Dados assustadores
Como não poderia deixar de ser, o tema ?insegurança pública? continua a ser o centro da pauta nos debates cada vez mais acalorados acerca da realidade alagoana. Depois do grande abalo provocado pelo assassinato do agente considerado, pela unanimidade de seus pares, como o mais preparado da polícia alagoana, essa polêmica adquiriu uma intensidade ainda maior. Um dos aspectos mais dramáticos dessa questão está nos ?furos? que podem ser notados no que seria a malha de proteção da sociedade alagoana. De um lado, aparentemente em função da permissividade do comércio de fardamento, bandidos podem se fantasiar de polícia de forma tão eficiente que enganam (mortalmente) até ao mais preparado dos policiais alagoanos. De outro lado, um dos segmentos de apoio à estrutura estatal e governamental de segurança, as empresas privadas dedicadas a este mister, parece apresentar falhas além do esperado. Acusados de participação em assaltos, notadamente na ação criminosa que trucidou o gerente do Tigre e um colega vigilante, os integrantes do sistema de segurança privada vivem um momento de redobrada pressão e crescente desconfiança. Independente da extensão real, é um grande problema a simples repetição de ocorrências do tipo bandidos fantasiando-se facilmente de policiais, de seguranças privados (e dos próprios policiais) passarem-se para o lado do crime, e o baixo índice de resolução dessas ações criminosas. Segundo números apurados pela Gazeta de Alagoas, até agora, neste ano, foram registrados assaltos contra 13 agências bancárias, três carros-fortes, três casas lotéricas, três agências de ?bancos populares? e cinco ataques a caixas eletrônicos. Todas essas ações, ressalte-se, bem-sucedidas para os bandidos. Inegavelmente, estamos diante de um grave problema.