Opinião
Onda ambientalista
Num cenário cada vez mais povoado por preocupações e propostas governamentais sobre a questão ambiental global, começa hoje mais uma reunião internacional para debater antecipadamente itens da pauta a ser abordada em Copenhague, no próximo mês. Considerada a ?última chance de chegar a Copenhague com um acordo mínimo sobre mudança climática?, será aberta nesta sexta-feira, em Puerto España (Trinidad e Tobago), a cúpula da Comunidade de Nações, reunindo representantes da Grã-Bretanha (e de suas ex-colônias), com líderes do Brasil, Espanha e França. Pelas autoridades que confirmaram presença para hoje, a cúpula de Puerto España será efetivamente de alto nível, pois deverão sentar à mesa líderes dos 53 países integrantes da Comunidade de Nações, com especial destaque para os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Nicolas Sarkozy, da França; além do chefe de governo espanhol, José Luiz Rodríguez Zapatero, sem falar no secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e do primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen (anfitrião do próximo mês). Naturalmente, algumas dessas ilustres presenças podem até, por imprevistos, não confirmarem a participação, mas é certo que o destaque conferido à ?cúpula de Puerto España? reforça a proeminência da temática ambiental nas pautas da maioria das nações do mundo contemporâneo. Crescem, assim, as esperanças de que Copenhague produza algo mais que controversas (e estéreis) declarações de intenções. As primeiras propostas, antecipadas pelos governos do Brasil, China e Estados Unidos, apesar de muitos considerarem tímidas, são indícios de que alguns dos principais poluidores começam a repensar seus papéis no cenário ambiental. Enfim, hoje, em Trinidad e Tobago, o mundo aposta em dias melhores para a natureza.