Opinião
Campanha pela vida
Segundo pesquisa realizada e divulgada pelo Ministério da Saúde, a presença da Aids teria diminuído nos maiores centros urbanos, mas aumentado nas pequenas cidades interioranas. Esse estudo revela ainda que, em todo Brasil, teriam sido infectadas 34,4 mil pessoas, neste ano, contra 33,9 mil contaminadas no ano passado. O quadro, segundo esses números, é de estabilidade, o que ainda é preocupante. Em todo País o número de infectados é estimado em 630 mil pessoas, sendo que um terço deste contingente é de mulheres. Em 2008 a Aids levou 11.523 brasileiros à morte. Na comparação dos números acumulados pelos estudos do Ministério da Saúde fica evidente que as medidas preventivas tiveram resultados positivos nos maiores centros urbanos, onde, em 1997, a incidência era de 32,3 infectados por 100 mil habitantes. Em 2007, essa taxa caiu para 27,4/100 mil. No interior, a taxa, em 1997, era de 4,4 /100 mil e dez anos depois registrou um aumento de 100%, pulando para 8,2/100 mil. Essa é a tendência que preocupa. Enquanto a redução, nos grandes centros, é lenta (-2%), o aumento, nas pequenas cidades, é assustador. Estes números, além de indicar uma tendência, apontam para a necessidade de um redobrado investimento na prevenção à Aids e, por tabela, às doenças sexualmente transmissíveis. Este investimento em prevenção tem um foco conhecido. Barata e eficiente, a receita simples e eficaz é o uso do preservativo. A melhor política para salvar a vida de centenas de milhares de brasileiros é a mais ampla e ofensiva divulgação da necessidade do uso do preservativo através de campanhas permanentes de divulgação (mídia) e de educação (escolas, locais de trabalho). os preconceitos, as crendices e outros obstáculos precisam ser vencidos com rapidez para que um dos grandes males da contemporaneidade possa ser debelado.