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Opinião

A inseguran�a dos alagoanos

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O Brasil precisa encarar o problema da insegurança e mudar o modelo para combater a criminalidade ascendente em todos os Estados. Não é possível mais acumular as reações indignadas a cada tragédia nacional. Antes, porém, os Estados ? responsáveis pela segurança pública ? precisam fazer seu dever de casa. Uma profunda reforma é imperativa, mas até lá temos de aprimorar a gestão dos recursos públicos. As taxas da criminalidade e de homicídios em Alagoas apresentam uma escalada aterradora. Elas dobraram em apenas 6 anos. Os dados foram colhidos pelo estudioso José Maria Nóbrega junto ao Sistema Único de Saúde e às secretarias de segurança. Em 1999, a taxa de mortalidade era de 38 por cada 100 mil. Já em 2001 o índice pulou para 56/100 mil e no último levantamento, 2005, ela saltou para 77 por cada 100 mil habitantes. Os dados mais recentes, divulgados esta semana pelo Ministério da Justiça e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, novamente colocam nossa capital, Maceió, em uma posição desconfortável. Ela é a capital que apresenta o maior índice de jovens expostos à violência. As informações fazem parte do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência (IVJ), que foi realizado em 266 cidades brasileiras. Apesar de o Estado não aparecer no horário nobre das redes de televisão, Alagoas tem, proporcionalmente, os mais elevados índices de criminalidade do País. Já registrou ? só este ano ? mais de 1,7 mil homicídios. Com uma população de cerca de 3 milhões, não dá para entender como nem por que o Estado tem índices de criminalidade superiores ao do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Salvador. Não há dúvida que precisamos repensar o modelo, mas é inquestionável que boas gestões contribuem para atenuar as vergonhosas estatísticas. No caso de Alagoas já conversei e voltarei a falar com o governador sobre o não recebimento dos recursos de combate à criminalidade, que estão disponíveis no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). No Congresso estamos fazendo nossa parte. Na próxima terça-feira, 1º, o piso salarial unificado para policiais será aprovado através de um acordo de líderes. De outro lado a facilitação do crédito para casa própria para as polícias foi incorporada pelo governo. E quando ministro da Justiça, em 1999, Alagoas apresentou seu único período de redução da criminalidade em função de uma força-tarefa permanente. Foi no mesmo período que também aparelhamos, corrigimos salários da Polícia Rodoviária e Federal. Este trabalho vai continuar, mas a atual situação de Alagoas precisa ser mudada urgentemente para não comprometer nossas vidas. (*) É líder do PMDB no Senado.

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