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O casamento � divino e necess�rio

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O celibato clerical é coisa do passado. A essência fundamental do sacerdócio não consiste indubitavelmente na vida celibatária entre aqueles que seguem a vocação sacerdotal. Os primeiros habitantes da terra e até os animais de um modo geral sempre estiveram ao lado dos seus companheiros e companheiras, completando um ao outro. O casamento é divino e necessário entre o ser humano. Ora, o padre ou outro ministro do altar não deverá ser diferente, pois para melhor servir à igreja a mulher ser-lhe-á útil no desempenho das suas funções ministeriais, havendo deste modo um melhor ordenamento na apresentação e ensinamento do Evangelho de Jesus Cristo. A igreja não oculta que a exigência do celibato é mais disciplinar, pois essa obrigatoriedade não existia na igreja primitiva, quando muito era opcional, entre monges e religiosos. Constantino ao decretar o cristianismo como religião oficial do Império Romano liberou com a sua influência que homens casados fossem ordenados sacerdotes. O papa João Paulo 2º no seu pontificado declarou que o celibato não é importante ao sacerdócio porque a própria história eclesiástica não coloca como prioridade tal requisito. Pedro, por exemplo, era casado e acredita-se que alguns dos Apóstolos tiveram esposas e filhos. O celibato, responsável pelo atraso vivido pela a Igreja Católica Apostólica Romana, principalmente no século 20 e início do atual, aceitem ou não seus defensores, tem prejudicado sobejamente a sua imagem em todos os rincões do planeta, por ser uma condição de vida desumana, injusta e contra a própria natureza. Finalmente, por desaguar em um oceano recheado dos demais atos obscenos contra a juventude praticados por uma boa parte dos celibatários que se escudam no manto sacrossanto da Igreja Romana. Que o diga a mídia nacional e, até mesmo, a internacional. (*) É advogado e membro da AAI ([email protected]).

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