Opinião
Unidade e efici�ncia
Em entrevista coletiva concedida, em conjunto, pela Polícia Federal e a Secretaria de Defesa Social, para detalhar os resultados de uma operação que resultou no desbaratamento de mais uma quadrilha, as autoridades destacaram a orientação de ações articuladas entre todas as esferas policiais no Estado. Uma tese óbvia, há muito defendida, mas que precisa ser praticada cotidianamente e transformada em política permanente. A ação em comum entre as diferentes forças policiais é uma imposição da inteligência, objetivo que deveria ser perseguido de forma independente da conjuntura. Ou seja, mesmo com a segurança pública em relativo controle, essa trabalho associado deveria ser a regra. Especialmente num momento como este, onde uma verdadeira tsunami de crimes assola o Brasil e particularmente Alagoas, é indispensável a intensificação dessa interligação entre as polícias. Os resultados positivos da operação, motivo da entrevista coletiva, merecem destaque e aplauso. Mesmo que muitas das perguntas relativas aos detalhes dessa operação ainda estejam procurando respostas (o que é explicável pela necessidade de sigilo durante as investigações complementares), a simples intervenção policial preventiva merece servir de exemplo. Exemplo que precisa ser seguido no caso das quadrilhas especializadas ? como a que realizou o assalto ao Banco do Brasil no município de Olivença. Naquela ação, pela elaboração sofisticada, inclusive com a identificação e neutralização dos equipamentos de vigilância eletrônica, está demonstrado um padrão de nível superior e que, para a ciência policial, deverá fornecer as pistas básicas para sua identificação. A prisão, sem mais postergações, da quadrilha que assaltou o BB em Olivença será um grande alento para a população, confirmando a unidade entre as polícias e provando que a eficiência policial alagoana não é episódica.