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Urbanidade b�sica

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Ontem, uma das reportagens do site gazetaweb.com mostrava o deplorável quadro de poluição de córregos em Maceió. As fotos que ilustravam a matéria dispensariam legendas, de tão expressivas. O mesmo quadro deplorável podia ser constatado em mais de um bairro. Os reclamos principais vinham dos moradores das comunidades do Poço e da Levada. Todas as pessoas ouvidas reclamavam do atraso da prefeitura em recolher o lixo que se espalhava por toda a extensão dos filetes d?água que, outrora, foram riachos bucólicos. Cidade cortada por riachos outrora bucólicos e piscosos, a capital alagoana transformou-se numa urbe onde riachos de águas fétidas vivem cobertos por resíduos sólidos. E a população, em pânico pela multiplicação de nuvens de mosquitos e pela fedentina exalada, brada pelo poder público, cobrando limpeza diária desses riachos apodrecidos. Porém, se cabe à prefeitura fazer o trabalho de limpeza, cabe antes à própria população deixar de atirar lixo aos riachos. Afinal quem polui esses cursos d?água? A resposta é simples: os poluidores são os próprios residentes nas proximidades de suas margens. Resposta esta que conduz a necessidade de uma conscientização da população maceioense acerca das responsabilidades mínimas da cidadania e da urbanidade. Antes de cobrar da prefeitura a limpeza diária do lixo jogado nos riachos, é indispensável deixar de jogar lixo aos riachos e demais locais inadequados. Em pleno século 21, a população maceioense precisa assumir suas responsabilidades para com o meio ambiente. Campanhas de educação urbana, permanentes, são os primeiros passos; seguidos, naturalmente, de penalidades para os infratores. Depois disso, cobrar-se-á, com razão, do poder público sua responsabilidade para manter vivos os cursos d?água e demais bens naturais de Maceió.

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