Opinião
Pontos para refletir o Ano Sacerdotal
No exercício do múnus santificante, sobretudo na celebração, vivência e contemplação do mistério eucarístico, o pastor encontrará o sustento permanente para sua missão e o lugar de renovação de seu ministério pastoral associado ao sacrifício de Jesus. ?... a Celebração da Eucaristia é a ação pastoral por excelência: o ?fazei isto em memória de mim?? não só implica a repetição ritual da Ceia, mas também, como conseqüência, a disponibilidade de oferecer-se a si mesmos pela grei, seguindo o exemplo do que fez Jesus durante sua vida e, sobretudo, durante sua morte? (João Paulo 2º ? a santidade é condição para a fidelidade ? discurso aos bispos). Este alimento da santidade é também sustento perene para a missão assumida, consciente dos grandes desafios do momento presente, sobretudo na transmissão da fé integra em linguagem capaz de tocar e transformar os corações de homens e mulheres de nosso tempo, levando-os a fazer uma verdadeira experiência de Jesus e do Evangelho. A humildade, a valentia e a capacidade de oblação são condições fundamentais para enfrentar os riscos da missão, mesmo quando preciso for nadar contra a corrente para ser servo de todos no zelo e na caridade. ?A caridade de Cristo estimula, incita-nos a correr e voar com as asas do santo zelo. Quem ama a Deus de verdade, também ama o próximo; o verdadeiro zeloso é o mesmo que ama, mas em grau maior conforme o grau de amor; quanto arde o amor mais é impelido pelo zelo. Se alguém não tem zelo, testemunha com isso que em seu coração o amor, a caridade se extinguiu. Quem tem zelo, deseja e faz as maiores coisas e se esforça para que Deus seja sempre mais conhecido, amado e servido nesta e na outra vida, já que este amor sagrado não tem fim? (Santo Antonio Maria Claret ? L?egoismo vinto). ?Que desgraça somos nós por causa de nossa imperfeição: não é fácil encontrar amabilidade no prudente, nem adequada inteligência no honrado. E são incontáveis os que carecem de ambas as virtudes? (São Bernardo ? sobre o Ministério Episcopal, 12). Um pouco foi isto que coube a mim, nesta nossa 47ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em Itaici, nos dias 22 de abril a 1º de maio de 2009. Foi buscando estas luzes que eu falei de padre Ibiapina, do padre Cícero e do Padre Pinho, sem esquecer dom Hélder Câmara no centenário de seu nascimento. Terei tempo para escrever e falar de todos eles durante este Ano Sacerdotal, juntando-os aos padres da igreja! (*) É arcebispo metropolitano de Maceió.