loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Montanhas vol�teis

Ouvir
Compartilhar

Pode não se ter certeza para onde foram as montanhas de dinheiro provenientes das privatizações. Não se sabe ao certo que fim tiveram as montanhas de dinheiro vindas dos empréstimos do FMI e demais instituições credoras do Brasil. Mas é certo que novas montanhas de dinheiro estão condenadas a desaparecer. A começar por parte do mais recente empréstimo gentilmente cedido pelo FMI, de onde uma generosa fatia será usada para pagar empréstimos anteriores ao mesmo FMI. No fim, surgirão débitos mais novos e mais montanhosos ainda, somando o principal (que nunca é pago) com os juros e demais serviços da dívida (sempre a pagar). Pagando para dever cada vez mais, o Brasil evapora cordilheiras de dinheiro. Essa riqueza não surge do nada para desaparecer em seguida. Todas essas montanhas de dinheiro são erguidas, moeda sobre moeda pelo esforço produtivo de milhões de brasileiros ? trabalhadores e empresários. Tudo isso num passe de mágica, é feito desaparecer. Para seu sucessor, FHC deixa amarras firmes, garantindo a continuidade do processo de volatização das riquezas produzidas no Brasil. Os economistas, em função do novo acordo com o FMI, preveêm pelo menos três anos de mais aperto nos gastos públicos ou bastante aumento na arrecadação dos impostos, ou as duas coisas juntas. O chamado superávit primário (de 3,7% do PIB) pode ser traduzido como um corte drástico nos investimentos públicos. No passado recente, a busca por essas metas levaram a conhecida crise no sistema de produção de eletricidade no Brasil ? nesse caso, a Eletrobrás havia sido obrigada a ?economizar? R$ 800 milhões entre 2000 e 2001. Conseguiu cumprir sua meta no esforço pelo ?superávit primário? daqueles anos. E o resultado é mais do que conhecido. Desponta, no horizonte dos acordos firmados por FHC nos últimos dias, mais montanhas de dinheiro ? todas condenadas a desaparecer, encolhendo a perspectiva de futuro do Brasil.

Relacionadas