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Opinião

N�o � intimida��o!

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Na democracia, a Lei é (deveria ser) igual para todos. Da mesma forma, o regime democrático assegura (deveria assegurar) liberdade de expressão, direito ao trabalho livre, garantia de vida e segurança ao cidadão (contra ameaças de todo tipo). A democracia evolui aprendendo com as próprias experiências, crescendo ? ou retrocedendo ? em função dos conflitos surgidos e que, frequentemente, põem em jogo a igualdade de todos perante a Lei, a liberdade de expressão, o direito ao trabalho livre e as garantias de vida e segurança ao cidadão. Este parece ser o momento no qual a sociedade alagoana está vivendo em função da tentativa de cumprimento da Lei (sem olhar a quem, conforme vaticina a sabedoria popular) e da reação desproporcional, estapafúrdia e ameaçadora de um membro do poder público que deveria entender, e praticar, o conceito de que o autoritarismo subverte e anula a autoridade verdadeira. Os repórteres da Gazeta de Alagoas estavam, na ocasião, exercendo seu direito ao trabalho e apostando na validade da liberdade de expressão. A cobertura dos eventos, in loco, em nenhum momento, sequer se expressou como opinativa (o que não seria errado, apenas uma opção), atendo-se à retransmissão do visto, e ouvido, por todos os presentes à delegacia. O jornalista e o fotógrafo, em função do exercício de seu trabalho honesto e irrepreensível, foram alvo de descomposturas e ameaças. Não foram os únicos, é verdade, pois o próprio delegado ouviu descomposturas gritadas a plenos pulmões e o representante do governador do Estado, igualmente, escutou invectivas berradas ao chefe do Poder Executivo alagoano. Ouviram e calaram, olvidaram. Talvez considerem isso um ?direito democrático?, mas há quem ouça em tal silêncio um grave erro, por faltar com o dever de preservar a autoridade do serviço público e por colocar em risco o próprio respeito à Lei. A Gazeta não faz campanha contra ninguém, seja um parlamentar, seja um simples cidadão. Os veículos de comunicação da Organização Arnon de Mello fazem, cotidianamente, a defesa da liberdade de comunicação, ao direito de informar os fatos. Fazemos, consistentemente, a denúncia do autoritarismo, de todo e qualquer ato de violência, e consideramos inaceitáveis o protecionismo, o desrespeito à Lei, a subserviência frente aos que se supõem poderosos (armados ou desarmados). Os jornalistas Davi Soares e Robson Lima, alvos das ameaças, têm recebido a justa solidariedade das entidades civis alagoanas e nacionais. Toda Organização Arnon de Mello irmana-se aos entes representativos nesta ação solidária para com os dois profissionais e para com a própria democracia. Não nos intimidaremos!

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