Reflexão
O desarranjo Brasil
Acometido pela nova ordem de confusão global, o país comemorou o Dia da Independência enfrentando crise histórica sem precedentes.
O desarranjo político, econômico e social que se espalha por todos os quadrantes do planeta, em espantosa velocidade, criando ambiente de verdadeira tragédia, fazendo vítimas e gerando situações que remetem aos piores episódios do passado, não é fruto de causas naturais, mas, sim, da maldade de última geração, equipada com os mais modernos artefatos de matar, geridos por meia dúzia de insanos maestros, desprovidos de sentimentos humanitários elementares.
Em grau maior ou menor, percebemos que esses seres, dotados de egoísmo extremo, idólatras do eu, cooptaram seguidores fragilizados, descontentes por frustrações políticas e econômicas ou hipnotizados, corrompidos por promessas de ganho fácil e imediato, à revelia da ética particular ou pública, como se fossem imunes à crítica popular, blindados contra as regras e leis que regem as nações.
As previsíveis consequências desse quadro de coisas e situações chegaram ao Brasil justamente no delicado momento pré-eleitoral, com ânimos à flor da pele, ora por indignação dos mais sérios, ora pela antevisão de imperdível oportunidade pelos bandidos de plantão, travestidos de respeitáveis cidadãos. É o país dividido, polarizado: parte do bem, parte do mal, ou melhor, “mau” com “u”: perverso, ridículo, ignorante, oportunista, contaminado pelo vírus de fora, quem sabe até alienista graças às estratosféricas amizades, que há muito já deveriam ter ido para a Lua ou Marte, que é mais distante.
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Mas não há de ser nada. Já escapamos de várias tentativas em passado remoto e recente e haveremos de escapar mais uma vez, com a ajuda do White Horse (cavalo branco) de São Jorge, o santo guerreiro, desprovido de ficções cinematográficas, mas de lança afiada para cutucar os incautos com o alerta da paz e a defenestração dos marginais, sempre atentos às oportunidades de golpes de toda natureza: golpes visíveis, palpáveis, mas, principalmente, os camuflados, que ainda não vieram à tona.
O processo de mudanças no país não reside nas urnas de outubro, mas, desde já, na secreta consciência de cada um, seja lá de que lado estiver, lembrando que o único lado é o lado Brasil, Brasil brasileiro, Brasil da paz e da união, sem qualquer contaminação externa. Heróis, campeões de resiliência, desprovidos de veladas conveniências, o “gigante adormecido” só precisa de uma única coisa: acordar!