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Opinião

SOS para a cidade do Rio de Janeiro, Iraque brasileiro

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O Brasil passou por momentos difíceis durante toda sua trajetória, desde a época colonial até os nossos dias. Experimentou agitações, revoluções internas, ameaças à soberania, reflexos da Primeira Guerra Mundial e participação na Segunda supracitada, mas o que nos chamam atenção e nos preocupam são os fatos diuturnamente ocorridos na cidade do Rio de Janeiro, especialmente nas favelas, sobretudo nos últimos dias, comprometendo não apenas a ordem pública, principalmente a integridade física, moral e espiritual dos cariocas e até mesmo do povo brasileiro, que se preocupa ao ler as manchetes nos veículos de comunicações sobre os massacres que acontecem na Cidade Maravilhosa, visto que a situação existente nos dá um prognóstico do que poderá acontecer com os grandes centros mais desenvolvidos da nossa Pátria, pois para os delinquentes a ousadia e a ausência de respeito ao ser humano não têm limites na consecução dos seus objetivos. É um alerta para um porvir que não está muito longe. É só recordar que há 30 (trinta) anos aproximadamente, não tínhamos tantos assaltos à mão armada, sequestros, crimes de pistolagem, narcotráfico e outros delitos, como ocorrem hoje em dia. Houve sem sombra de dúvidas influências psicológicas oriundas de outras localidades para locais tranquilos, tendo como instrumento condutor a própria mídia nacional, havendo deste modo o deslocamento de delinquentes para diversas regiões do País. O primeiro mandatário brasileiro não deve estar preocupado em enviar tropas para o Haiti ou outro país, em missão de paz, pois atualmente estamos vivendo situações idênticas à população daquele povo, onde estamos imergidos nos verdadeiros Iraque e Haiti brasileiros, só faltando homem bomba, o resto é uma verdadeira guerra, pois os esconderijos dos inimigos tornam-se vulneráveis para a tropa da legalidade. O dinheiro que o Brasil está emprestando aos países deveria ser destinado na aquisição de apetrechos policias e armamentos sofisticados para serem empregados no combate à bandidagem. A topografia da cidade do Rio de Janeiro favorece sobremaneira as forças antagônicas. Não sabemos quando cessará fogo. A situação é complexa e requer muita prudência e acima de tudo abnegação. O momento é de meditação, todavia, acreditamos que os valorosos e abnegados militares da PMERJ, verdadeiros homens e mulheres combatentes que enfrentam o inimigo com o sacrifício das próprias vidas, terão um final feliz, porque hoje ou amanhã sairão vitoriosos dessa guerra que parece sem fim, contudo, diante de todas as adversidades conduzirão a bandeira da paz e da ordem perante o perigo que lhes apresenta. A paz só existe, onde a ordem é preservada. Salve o Brasil e Alagoas também! (*) É advogado e membro da AAI ([email protected]).

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