Editorial
Prudência
A decisão do Copom de reduzir, nessa quarta-feira (16), a Selic em 0,25 ponto percentual representa um movimento importante, mas ainda cercado de cautela. É a quinta redução consecutiva, em um momento em que os sinais de desaceleração da atividade econômica começam a aparecer com maior nitidez.
Mesmo com o novo corte, a taxa de juros brasileira permanece entre as mais altas do mundo, inclusive quando se considera o juro real. O patamar elevado continua impondo custos ao crédito, ao consumo e aos investimentos, embora contribua para conter as pressões inflacionárias.
O comunicado do Copom não antecipou os próximos passos. Ao contrário, ressaltou o ambiente de incertezas, as expectativas de inflação ainda desancoradas e a necessidade de cautela. Por isso, as avaliações dos economistas divergem: enquanto parte do mercado espera uma pausa, outros ainda veem espaço para mais um corte de 0,25 ponto percentual neste ano.
Há ainda fatores externos que recomendam prudência, sobretudo a trajetória dos juros nos Estados Unidos, além das tensões geopolíticas e de seus possíveis efeitos sobre petróleo, câmbio e inflação. A próxima etapa da política monetária dependerá, portanto, menos de expectativas e mais da capacidade de os dados confirmarem que a inflação está, de fato, caminhando de forma sustentável para a meta.
TV Gazeta inicia nesta quinta-feira (17) entrevistas com candidatos ao Senado
TRE-AL inicia nesta quarta preparação das urnas após análise de candidaturas
PMs são encurralados e agredidos por torcedores do Sport no Rei Pelé #futebol #crb
Marquise desaba e mata idoso de 74 anos em São Paulo - 15/09/2026