Editorial
Quantidade e qualidade
O Brasil atingiu um recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas em 2025, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. Os números mostram que o mercado de trabalho recuperou espaço, a desocupação caiu e a participação feminina avançou. Também chama atenção a maior escolarização dos trabalhadores, sinal de uma transformação estrutural que pode favorecer a produtividade e a renda.
O crescimento do trabalho por conta própria, que passou de 22,4% para 25,4% dos ocupados entre 2012 e 2025, mostra, entretanto, que uma parcela relevante do mercado continua buscando alternativas de sobrevivência e geração de renda. O avanço dos registros de CNPJ é positivo, mas o próprio IBGE alerta que os dados não permitem determinar quanto desse movimento está relacionado à chamada pejotização.
É necessário, portanto, transformar o atual ciclo de ocupação em empregos cada vez mais produtivos, estáveis e capazes de proporcionar melhores rendimentos. Para isso, deve-se combinar crescimento econômico, qualificação profissional, aumento da produtividade e ambiente favorável ao investimento e ao empreendedorismo.
O Brasil avançou na quantidade de trabalho. A próxima etapa é fazer com que esse avanço se traduza, de forma mais ampla, em qualidade, renda e oportunidades.
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