Opinião
Desesperan�a jovem
Ainda refletindo sobre avaliações da Organização Internacional do Trabalho acerca dos números apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística sobre a relação de crianças, adolescentes e jovens com o trabalho, chama atenção a realidade da juventude (desempregada) no Brasil. ?Perfil do Trabalho Decente no Brasil? é o nome do estudo elaborado pela OIT e divulgado nesta semana. Nesse documento, estão confirmadas várias indecências como a que nos dá conta de que ?o índice de desemprego entre jovens é elevado no Brasil, representando mais do que o dobro da taxa de desemprego entre os adultos?. A contabilidade da OIT apresenta um quadro que, no ano de 2007, ?a taxa de desemprego entre pessoas de 15 a 24 anos de idade era de 17%, contra um índice de 8,3% do total de trabalhadores?. E, indo mais além, explica que ?18,8% do total de jovens brasileiros entre 15 e 24 anos não estudava nem trabalhava em 2007, sendo que a proporção de mulheres nesta situação era o dobro da de homens?. Em verdade, essa realidade é nossa velha conhecida, o que não desmerece o trabalho da OIT em sistematizar e avaliar os números recolhidos e disponibilizados pelo IBGE. Todo o Brasil sabe, por sentir na pele, que o desemprego é uma das maiores chagas deste País; chaga aberta, ferimento purulento, porta escancarada à contaminação de todo tecido social, à falta de emprego, apesar dos sucessos na economia, continua a cassar o futuro de milhões de brasileiros. Não sendo novidade este problema, resta-nos ultrapassar os limites da mera (e estéril) indignação e das avaliações teóricas. Urge a definição e aplicação de planos estratégicos, para aquecer a economia no mesmo compasso com o qual empregos precisam ser criados e ofertados. Algo do tipo ?menos impostos, menos corrupção, mais empreendimentos, mais empregos?.