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Opinião

A prop�sito da Confer�ncia de Copenhague

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É a 15ª conferência ambiental realizada pela ONU no sentido de encontrar meios para os inquietantes problemas climáticos que ameaçam a vida do planeta Terra. Uma base de 192 representantes de várias regiões do globo estiveram presentes entre os quais os que mais poluem a atmosfera com a emissão irresponsável de gases efeito estufa: Estados Unidos, China, Brasil e Índia. Porém os mais incriminados pelo aquecimento global, não tinham metas. O que se viu, no entanto, no bate-boca de vários dias, entre homens que ocupam os mais altos cargos de governo, em países ricos, na maioria, foi uma completa indefinição. Todos devem seu crescimento a fatores que comprometem a saúde do mundo, difícil abrir mão da riqueza que eles representam para esses países para salvar o planeta. O malefício que a poluição do ar está causando à natureza vê-se todos os dias: as calotas polares se desmanchando, os temporais causando inundações desproporcionais; tornados e ciclones varrendo regiões onde nunca foram presenciados; campos, antes férteis e cultivados, tornaram-se desertificados por prolongadas estiagens. Estão acontecendo catástrofes que mostram a necessidade de socorrer a natureza com urgência, antes que qualquer recurso seja inviável. Já se vão 17 anos de negociações e parecia que, agora, em Copenhague, haveria um acordo definitivo para um problema de tamanha importância, mas a Conferência acabou sem nada de positivo. É difícil abandonar o petróleo que gera tantas riquezas para variados países e que se tornou a mais útil geradora de energia propulsora; igualmente a China abdicar do carvão, altamente poluidor, usado em suas indústrias; como se desfazer dos rebanhos que soltam gases que comprometem a atmosfera; é um sério problema impedir o desflorestamento quando as árvores proporcionam um sem número de utilidades; e é muito caro o desassoreamento dos leitos dos rios e dos lagos. Mas esses são pontos importantíssimos para ajudar à natureza. Já existem várias fontes de energias alternativas como: o aproveitamento da luz solar, a eólica (dos ventos), as das forças das ondas do mar, o etanol tirado da cana-de-açúcar, os óleos de vegetais. Mas terá que ser uma grande transformação a que os maiores poluidores não mostram vontade em se adaptar. O mundo inteiro se mobilizou para Copenhague. Tanto os especialistas e os ambientalistas, como pessoas comuns preocupadas com o futuro de seus filhos e netos. Todos esperavam muito de Obama que conseguiu a manobra para controlar a emissão de gases efeito estufa sem a aprovação do Congresso. Mas ele decepcionou. Suas promessas foram frágeis. Do chefe chinês não se esperava muita compreensão. (*) É membro da Academia de Letras e Artes do Nordeste.

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