Opinião
Firmeza cidad�
No calor das festas natalinas, excessos não são surpresa. Novidade, porém, neste ano, foi o envolvimento direto de autoridades em delitos de considerável gravidade. Abordando apenas os dois casos mais comentados, o da briga entre dois vereadores e a prisão, em flagrante, de um magistrado, é justo que a sociedade mature sobre os acontecidos e sobre as respostas dadas aos mesmos. Em ambos os casos, aos chocantes aspectos negativos contrapõem-se reações merecedoras de elogios às instituições públicas, especialmente na ocorrência onde se envolveu um magistrado, pela gravidade, e delicadeza, do acontecido e a pronta e exemplar resposta do Poder Judiciário. Ali, a dicotomia entre a gravidade e delicadeza da ocorrência está no fato envolver a acusação de agressão à mulher, objeto de atenção por parte da Lei Maria da Penha, somada à reação imprópria exibida (às câmaras, ao vivo, sem pejo) do magistrado acusado e ao esforço do Poder Judiciário em coibir excessos de toda ordem na ação policial. Numa intervenção firme, direta e apropriada à condição de primeira mulher a presidir o Tribunal de Justiça, a desembargadora Elisabeth Carvalho reafirmou a autoridade e imparcialidade do Poder Judiciário alagoano, determinando a prisão do acusado, não sem antes dedicar a atenção merecida a todas as evidências e provas do ocorrido. No caso do pugilato entre dois membros da mesa diretora da Câmara Municipal de Maceió, a polícia, igualmente, cumpriu sua missão, numa situação grave e delicada. A delicadeza dessa querela está mais para a comédia que para a tragédia, numa evidência da realidade tragicômica que grassa naquele poder e que mina, lamentavelmente, a representatividade da casa de Mário Guimarães. Aos vereadores, e às vereadoras, de Maceió está colocado o desafio de repelir a baixaria que teima em manchar nossa edilidade.