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Hamburgo, o porto mais importante da Alemanha

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Estamos novamente num avião e vamos para Hamburgo. Mal entregamos à aeromoça a bandejinha em que nos serviu o lanche, e já se acendem os letreiros de ?não fumem? e ?apertem os cintos?. O jato vai perdendo altura rapidamente. De súbito, dá uma guinada para o lado direito, perfaz um semicírculo, baixa mais ainda, rangem os freios, baixam as rodas, o monstro oscila, vai descendo, descendo, até que começa a deslizar na pista. Um moderníssimo ônibus de alumínio, com largas janelas e vidros ray-ban, nos espera à saída do aeroporto. Palradores e lépidos embarcamos no coletivo e vamos para o Hotel Parkhochhaus que fica na Dammtorstrass, bem no Centro de Hamburgo. Teremos, assim, o melhor comércio a poucos passos de nós. O Parkhochhaus é um hotel moderno, bonito e confortável. Para surpresa nossa as camareiras que nos servem são quase todas espanholas. Com a falta de empregos na Espanha, muitos dos seus filhos emigram para o Norte da Europa, onde a indústria absorve grande parte da população, e desse modo, é fácil encontrar trabalhos domésticos. Almoçamos e, logo em seguida, vamos conhecer o comércio de Hamburgo. Menos variado e atraente que o de Berlim, há, porém grandes lojas de departamentos nas quais encontramos de tudo. Nas ruas os proletários se confundem com a classe média, pelo seu alto padrão e pelo grau avançado de civilização. As diferentes atividades, aqui, estão agrupadas em setores. Assim temos: o dos bancos, o das companhias de aviação, o das embaixadas, o dos advogados, o dos médicos, etc. Hamburgo sofreu muito com a última guerra. Grande parte de seus prédios foram destruídos. É hoje uma cidade moderna. Mesmo as edificações que sobraram dos bombardeios estão sendo substituídas por outras de arquitetura funcional. Desse modo vemos poucas construções antigas. É uma cidade muito bonita, situada no estuário do Elba, a cem quilômetros da foz. É banhada, também, pelas águas plácidas do lago Alster que contribui grandemente para embelezá-la. Caminhamos pela Av. Jungfernstieg, principal rua comercial que prossegue até as margens do lago. É arrebatadora a vista que se descortina desse local! Os edifícios, as torres afuniladas dos prédios públicos e das igrejas mais próximas, refletem-se nas águas prateadas, onde nadam cisnes majestosos de alvas plumagens. Barcos a motor cruzam velozmente o lago. Vemos, também, pequenos snipes, de velas enfunadas, navegando ao sabor do vento. Sentamos por alguns momentos no terraço do restaurante Vier Jahreszeiten que se debruça sobre o Alster. Malva-rosas, numa gama de cores, florescem nas jardineiras presas às largas janelas. (*) É membro da Academia Alagoana de Cultura.

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