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Opinião

Todos desejam a paz

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O filósofo Hobbes já definia a paz como a ?cessação do conflito universal entre os homens?. Paz de espírito ou tranquilidade, união, concórdia, repouso, silêncio, finalmente pôr termo a uma guerra. Paz que vem do latim ?pax?, estado tranquilo de um povo, de uma nação, onde não haja inimigo a combater. O sossego ou tranquilidade, a concórdia, a harmonia que reina nos Estados ou nas sociedades particulares. F. V. Neto Paiva, no seu livro ?Direitos das Gentes?, no conceito do Direito Internacional, sentencia que paz ?é o estado em que uma nação goza da plenitude dos seus direitos, sem que lhe haja ser necessário recorrer às armas para os exercitar?. Espanta realmente a situação do mundo atual, com as suas novidades científicas e elevada tecnologia, com uma peculiar e perigosa situação político-administrativa, com a ansiedade cada vez maior com os grandes lucros, o fenômeno do desemprego, com a crise mundial, de onde não se afastou definitivamente o sentido belicoso entre as nações. O que se verifica nos dias atuais, no antigo continente e nas duas Américas, por meio de uma desvairada corrupção, de crimes espantosos e horripilantes, de atentados inimagináveis contra a natureza, dando lugar às tragédias recentemente ocorridas mundo afora, lamentavelmente, também, no Rio de Janeiro, na capital, na Baixada Fluminense e em Angra dos Reis, bem como em Guararema e São Luiz do Paratinga, em São Paulo, sem falar nas enchentes verificadas em municípios de Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Amazonas etc. Parece estarmos numa transição histórica, com a perspectiva de sinais dos tempos, chegando-se a uma conclusão de que as autoridades políticas do mundo hodierno ainda não acertaram com o fio da meada e andam às tontas ante a imensidade dos problemas que agitam a nossa civilização. Aí está o exemplo do último Congresso Internacional realizado na Dinamarca, sem definição clara para o que foi realizado. É bem verdade que nascemos para a luta, a luta pela vida, mas ninguém de bom senso dirá que essa luta deva ser a de nós destruirmos uns aos outros. É luta para vencermos do amor ao próximo, para vencermos as resistências ao ?amai-vos uns aos outros?. A paz, anseio profundo dos seres humanos de todos os tempos, não se pode estabelecer nem consolidar senão no pleno respeito da ordem e do direito. (*) É procurador de Estado, aposentado, e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas.

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