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Opinião

Improviso e amadorismo d�o chabu

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Quando se trata do setor turístico, o entendimento é unânime: vinculada ao bem-estar das pessoas, é, na verdade, uma atividade econômica que democratiza oportunidades, gera postos de trabalho e melhora a renda de muita gente trabalhadora. Quando convidamos alguém para nossa casa, costumamos arrumá-la, pois pretendemos oferecer conforto e deixar boa impressão aos visitantes. É mais ou menos assim que deve funcionar essa relação entre turismo e a cidade, sobretudo quando os visitantes movimentam positivamente a economia local. Em tempo de tanta competitividade e de disputa entre as próprias unidades federadas, não deve haver amadorismo e improvisação, dosados com o nefasto condimento da omissão. Enquanto investe-se lá fora para atrair mais turistas, por estas bandas as coisas simplesmente deixam de acontecer. Enquanto os empresários enfeitam as fachadas de seus estabelecimentos e os moradores ? de todos os recantos ? acendem luzes multicoloridas, Maceió ficou órfã de uma ornamentação natalina oficial. Talvez tenha sido a única capital brasileira que desprezou a importância das luzes em época tão encantadora. Enquanto as redes de televisão geravam flashes do réveillon nas capitais nordestinas, milhares de alagoanos e turistas observavam a escuridão no céu da Ponta Verde. Atrasada no fuso horário, a queima de fogos foi um fiasco, a tal da ?tenda eletrônica?, revelou-se de péssima qualidade técnica e o trio elétrico tornou-se insignificante para a grandeza e a importância de um evento dessa magnitude. O réveillon na Ponta Verde, que nasceu pela louvável iniciativa de empresários da hotelaria, ante à indiferença oficial, precisa ser repensado. Os especialistas em eventos apontam a enseada da Pajuçara, que é a nossa Copacabana, como o local ideal para concentração das festas de final de ano, convertendo-se na sala de visitas da cidade. É lá que há comodidade territorial para abrigar melhor as pessoas. Além do mais, a areia da praia oferece mais espaço e ainda tem a praça Multieventos para realização de shows. Se turismo é uma atividade econômica rentável para todos, então por que não dotar nossos promotores culturais de meios capazes de turbinar nosso calendário de eventos? Por que as abnegadas boleiras da Massagueira ? maior centro gastronômico a céu aberto do Brasil ? continuam abandonadas em armações esfarrapadas à beira do asfalto? Até em respeito ao nosso próprio povo, está na hora de tratar com competência a chamada ?galinha dos ovos de ouro?, para que não haja chabu nas expectativas de desenvolvimento. (*) É jornalista.

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