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Opinião

O ensino brasileiro ontem e nos dias atuais

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O ensino brasileiro ao longo da sua história tem passado por diversas experiências na sua metodologia. Se retrocedermos no tempo chega-nos de imediato a recordação viva como antigamente a aprendizagem era salutar e proveitosa. As crianças eram alfabetizadas em casas particulares e escolas maternais para depois encaminhadas aos estabelecimentos públicos conhecidos por grupos escolares ou em educandários particulares. Ultimada essa fase eram submetidas à seleção e curso de admissão ao ginásio que correspondia ao 1º grau. Ao término do curso ginasial teriam as seguintes opções: científico, comércio, técnico agrícola ou similar. Ao fim do curso realizado estavam aptas a realizar concurso de qualquer natureza porque tinham formação suficiente da língua pátria destacando-se concordância verbal, regência, acentuações e vocabulários, além de outros idiomas e conhecimentos gerais. Nos dias hodiernos os tempos mudaram, bastante arguir um estudante do curso fundamental ou médio para obter conhecimento da sua formação intelectual. E o mais grave de tudo isto é que os estudantes universitários e até mesmo bacharéis lamentavelmente são vazios no que falam e no que escrevem, demonstrando que a pedagogia moderna deixa muito a desejar. No pretérito a formação era complemente diferente, onde o alunado via no corpo docente não só a abnegação ao magistério, bem como paradigma na transmissão das disciplinas que eram ministradas. Os livros literários e históricos serviam de orientação para os jovens sobretudo fora das salas de aulas. A leitura era o hábito do cotidiano e os livros de origem nacional e estrangeira eram companheiros inseparáveis dos estudantes. Agora nos vem à mente o seguinte questionamento: o que falta à metodologia e a própria pedagogia adequarem as novas técnicas na aprendizagem para o corpo discente? Entendemos a ausência vocacional que constitui o maior óbice da educação para o magistério e não fazer do mesmo emprego para sobreviver; faltam seriedade e firmeza da juventude nos estudos e nas pesquisas realizadas, visto que com o surgimento da informática, apesar do grande avanço dado à cultura mundial passou a substituir os professores e professoras, deixando desta maneira os jovens, principalmente os adolescentes sem qualquer assistência, esquecendo as leituras de livros instrutivos, formação moral e espiritual que certamente tal procedimento muito ajudaria aos nossos filhos e filhas que estão verdadeiramente mergulhados no oceano da incerteza e do descrédito, acarretando desde modo insegurança e estímulo para um futuro promissor. (*) É advogado e membro da Associação Alagoana de Imprensa ([email protected]).

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