loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 29/10/2026 | Ano | Nº 6344
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Artigo

O dólar continua dominante, mas a infraestrutura financeira global está mudando

Ouvir
Compartilhar

O dólar está longe de perder sua posição central na economia global. Em abril de 2025, a moeda americana esteve presente em um dos lados de 89,2% das transações no mercado global de câmbio, que movimentou US$ 9,6 trilhões por dia, segundo o Banco de Compensações Internacionais (BIS). O número dimensiona a força de uma moeda que permanece no centro do comércio e das reservas internacionais, mas também provoca uma reflexão: se o dólar continua dominante, o que exatamente está mudando no sistema financeiro?

A resposta pode estar menos nas moedas e mais na infraestrutura que permite a circulação do dinheiro entre diferentes mercados. Durante décadas, a movimentação internacional de recursos dependeu de redes de bancos correspondentes e de processos de conversão que podem ser lentos e dispendiosos. Em uma economia na qual as transações domésticas acontecem em segundos, os pagamentos transfronteiriços ainda enfrentam custos e prazos incompatíveis com a realidade atual. É nesse cenário que a transformação ganha força, impulsionada por tecnologias como a blockchain e, especialmente, pelas stablecoins.

Longe de ameaçarem a moeda americana, as stablecoins reforçam sua presença no sistema financeiro. Dados do BIS mostram que cerca de 98% do valor dessas moedas digitais é denominado em dólar. A inovação, portanto, não busca necessariamente substituir a moeda dominante, mas criar novas vias para movimentá-la com mais eficiência, velocidade e menor custo.

O debate sobre o futuro das finanças frequentemente se limita a prever qual moeda ocupará o lugar do dólar. No entanto, uma transformação importante acontece de forma menos visível: a infraestrutura de circulação está mudando. Para empresas e consumidores, sobretudo em mercados emergentes, nos quais as barreiras do sistema tradicional pesam mais, isso pode significar pagamentos a fornecedores, remessas e gestão de liquidez mais simples e previsíveis.

Shorts Youtube
Play
Série A: Triunfo do Bahia, virada do Fluminense, vitória do Remo e tropeço do Palmeiras - 29/10/2026

Série A: Triunfo do Bahia, virada do Fluminense, vitória do Remo e tropeço do Palmeiras - 29/10/2026

Play
Governo de Alagoas define detalhes do início dos trabalhos da equipe de transição

Governo de Alagoas define detalhes do início dos trabalhos da equipe de transição

Play
O que JHC pediu oficialmente ao Governo de Alagoas para abrir a transição?

O que JHC pediu oficialmente ao Governo de Alagoas para abrir a transição?

Play
Relatos de perseguição política no trabalho repercutem na Assembleia Legislativa; Parte 2

Relatos de perseguição política no trabalho repercutem na Assembleia Legislativa; Parte 2

Play
Relatos de perseguição política no trabalho repercutem na Assembleia Legislativa; Parte 1

Relatos de perseguição política no trabalho repercutem na Assembleia Legislativa; Parte 1

Essa nova infraestrutura não elimina as instituições existentes, mas pode funcionar como uma camada de conexão capaz de reduzir obstáculos operacionais. Por isso, fatores como regulamentação, liquidez, segurança e interoperabilidade serão tão importantes quanto a própria tecnologia. A próxima geração da infraestrutura financeira tende a ser invisível para o usuário final: o avanço técnico acontece nos bastidores, enquanto a experiência se torna mais fluida na superfície.

O dólar pode continuar sendo a principal linguagem das finanças globais, mas a tubulação que permite a essa linguagem atravessar fronteiras já começou a mudar. Compreender essa transformação é também entender uma das próximas etapas da globalização financeira.

Relacionadas