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Opinião

Meizinha escolar

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Mil e trezentos monitores estão sendo contratados pelo Estado para suprir lacunas em determinadas disciplinas na rede pública de ensino. Um paliativo importante, mas apenas um lenitivo. Uma das mais graves feridas abertas no tecido do cidadão alagoano, a chaga da péssima qualidade da educação pública necessita, com extrema urgência, algo mais que meizinhas ou cataplasmas, embora acesódinos desse tipo tenham o condão de aliviar, por momentos, a dor sentida. Os números divulgados pela Secretaria Estadual de Educação expõem, com transparência, a gravidade da realidade alagoana: 92% dos alunos provenientes da rede pública de ensino são reprovados nos vestibulares (números apenas da Ufal), enquanto apenas 20% das escolas estaduais lograram terminar o ano letivo de 2009 até dezembro do ano passado. Isto é absolutamente assustador, pois estamos falando de gerações de alagoanos que estão sendo subtraídos do elementar direito cidadão de ter uma formação escolar básica ? condição sine qua non para ter alguma chance num mundo cada vez mais competitivo e exigente. Mil e trezentos monitores não resolverão, a médio prazo, os problemas para os quais estão hoje sendo chamados. Antes mesmo de seus contratos findarem (um ou dois anos) debater-se-ão, com razão, pelo direito de serem considerados professores como os demais... E um novo velho problema político entrará em cena, causando, mui provavelmente, mais prejuízos ao Estado e, principalmente, aos estudantes. É bem-vinda essa meia-sola, mas a partir de hoje mesmo, é necessária a elaboração urgentíssima de um plano que se proponha a dar uma solução mais duradoura para este problema em particular (ausência de professores em determinadas matérias), e, especialmente, Alagoas precisa de uma nova estratégia educacional.

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