Editorial
Mercado forte
A taxa de desemprego de 5,2%, a menor para um trimestre encerrado em setembro desde o início da série histórica, em 2012, e o recorde de 103,6 milhões de pessoas ocupadas confirmam a força do mercado de trabalho brasileiro. Os números do IBGE representam um avanço importante, com reflexos positivos sobre a renda, o consumo e a atividade econômica.
O cenário, entretanto, exige cautela. Apesar dos resultados favoráveis, há sinais de desaceleração da economia, e a redução do desemprego ocorre em ritmo mais lento.
Parte da resistência do mercado de trabalho está associada aos estímulos fiscais, à expansão do consumo e ao crescimento do número de pequenos empreendedores e empregadores. Esses fatores ajudam a sustentar a ocupação, mas também impõem desafios ao controle da inflação e à condução da política monetária.
Para 2027, as perspectivas dependerão do equilíbrio entre crescimento, responsabilidade fiscal e trajetória dos juros. Será preciso preservar os avanços na geração de empregos sem comprometer a estabilidade econômica. Além disso, os indicadores de desalento e subutilização lembram que a queda do desemprego, embora expressiva, ainda não elimina os problemas de acesso ao trabalho e de qualidade das ocupações.
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