Opinião
Timidez empregat�cia
Em um cenário de permanente dificuldade no campo da economia e, especialmente, no quesito inclusão social, cai como uma dádiva digna de louvaminhas a notícia de um crescimento real da oferta de empregos em Alagoas. Acentuando ainda mais o mérito do crescimento do emprego produtivo em Alagoas, destaque-se que esse crescimento, apesar do modesto percentual de 2,7%, foi registrado num momento onde todo País ainda se ressentia dos efeitos da crise global. Em termos de Brasil, tivemos, neste mesmo período anual, o pior saldo em geração de empregos desde 2003. Pelos números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), Alagoas gerou 7.821 empregos ao longo do ano de 2009, sendo que a maior contribuição para este avanço deve-se à indústria da construção civil, donde saíram 3.674 carteiras de trabalho devidamente assinadas. Comércio e serviços ficaram com, respectivamente, com a terceira e segunda posições nesse ranking. O que reafirma a preponderância do chamado setor terciário (o que, de certa forma, é preocupante em termos de sustentabilidade real) em relação aos segmentos primário e secundário. Em termos nacionais, a tendência ?terciária? mantém a escrita. Em todo Brasil, durante 2009, serviços sagrou-se como o grande campeão, criando 500,1 mil empregos, distanciando-se bem do segundo colocado, o comércio, que marcou 297,1 mil empregos. A terceira colocação brasileira ficou com a construção civil (177,1 mil empregos), seguida do resto da indústria (apenas 10,9 mil empregos), enquanto a agricultura, ao contrário de todos os demais setores, amargou uma perda de 15,4 mil postos de trabalho durante o ano passado. Dura realidade brasileira, apesar dos motivos para Alagoas não ficar triste. Resta torcer para que, neste 2010, a oferta de empregos possa, enfim, decolar.