Opinião
Macei� e suas inexplic�veis desarruma��es
Maceió vem encantando os turistas que a visitam e que se sentem atraídos pela cor turquesa de seus mares, pelo seu clima quente, porém amenizado por uma agradável brisa que sopra constantemente em suas praias tornando os dias de verão bem mais suportáveis. Suas piscinas naturais são um dos pontos altos de seu turismo, mas, também, a variedade dos balneários que oferecem suas costas convida os visitantes a conhecer nossa cidade. Essa atração exercida sobre os turistas tem como resultado a ocupação maciça dos hotéis e a inclusão de Maceió em 62 dos cruzeiros que hoje percorrem o litoral da América do Sul. Esse movimento de turistas significa uma representativa entrada de divisas para nossa cidade e emprego para muita gente. Mas o governo do Estado e a Prefeitura de Maceió parecem não se sensibilizar com esse sucesso porque desprezam importantes detalhes que a tornarão bem mais atraente, sobrepujando todas as outras capitais do nordeste. Tenho ouvido, pelas reportagens da televisão, algumas queixas dos excursionistas no que se refere, por exemplo, a falta de higiene nas ruas e nas praias, agravada por horríveis línguas negras que despejam no mar, o esgoto que vem dos prédios vizinhos. Nossa orla é bem arrumada, enfeitada pela graça dos coqueiros abundantes e pela beleza dos edifícios que se alinham em toda sua extensão. Sua iluminação, antes farta e que tanta beleza lhe emprestava, inexplicavelmente, hoje em dia, se encontra reduzida, com várias lâmpadas apagadas, o que não se compreende porque, inclusive, pagamos pela iluminação pública em nossas contas de energia. As ruas próximas à praia, também estão escuras, até amedrontam numa época de tanta violência. Isso numa cidade que deseja atrair o turismo. Outra coisa imperdoável que nos chama a atenção em Maceió é o desprezo que os responsáveis dão ao cais do porto. Não existe uma estação para passageiros digna de receber tantos transatlânticos de luxo, como já se vê em muitas outras cidades do Brasil. Não há nenhum lugar onde os visitantes se abriguem da canícula do verão. Não tem um barzinho alinhado, onde possam tomar um refresco de nossas deliciosas frutas, enquanto esperam para serem transportados aos passeios programados. Não se compreende essa indiferença dos governos que só têm a lucrar tratando bem os visitantes. Mas parece que eles estão com uma venda nos olhos! E são pessoas que viajam! Mas temos a impressão de que ainda não aprenderam como receber bem os turistas, os quais aqui vêm para deixar seus dólares. O tempo passa e nada fazem no sentido de atrair mais pessoas para conhecer nossa pequena cidade rica em belezas naturais. Cuidado para não espantarem a galinha dos ovos de ouro! (*) É membro da Academia Alagoana de Letras.